Quinta, 27 de outubro de 2016, 00h00

Triste eleição


Quem dera valesse a dor cantada por Belchior nos versos de Como Nossos Pais. Apesar de termos feito tudo o que fizemos, vivemos pior que nossos pais na nossa ‘democracia‘. Digo isso levando em consideração que estamos na segunda metade da segunda década do século XXI! O mundo evoluiu, nós retrocedemos. É muito triste ver piora no tom das campanhas eleitorais e das posturas políticas das pessoas que assumem cargos públicos, hoje em dia.
Pior ainda é ver profissionais de comunicação se sujeitando a uma prática de campanha de um suposto marketing. O verdadeiro profissional de marketing não é marqueteiro, pois, em essência, trabalha com a verdade (talvez mais com as verdades boas do que com as ruins, mas com a verdade). Ele é estratégico e o chamado mix se complementa. Quando a propaganda ilude o cliente em relação ao produto, ou preço ou logística, o marketing inexiste, pois um é parte do outro.
No suposto marketing político (aquele aplicado pelos marqueteiros), nada disso vale. Parece que quanto mais enganar, melhor. É um festival de falas contraditórias em relação aos interesses de outrora do mesmo candidato (ou parceiros), de promessas não cumpridas, de falsas afirmações, de deseducação cívica e constitucional. Tentam fazer-nos aceitar como normal um governo com interesses mais partidários do que em relação à população (e isso vale para o executivo e legislativo). Pior, ainda, gastam grande parte do tempo com denúncias ao adversário, em detrimento da proposta de governo.
Está na hora de entender que não estamos mais em 1989, onde a ânsia por votar era imensa (até por termos recuperado há pouco o voto para prefeitos de capitais e governadores de estado). Já votamos muito depois disso. A fala daquele tempo não cola mais. Precisamos das denúncias de modo sério, que se leve ao Ministério Público, sei lá, mas que se limpe a propaganda. Eu quero plano de governo (e isso é muito mais que proposta). O Prof. Clóvis de Barros Filho faz dura crítica às avaliações de impacto das aulas por conta da falta de interesse real de muitos alunos. É fato que há eleitores assim, também. Como ele, já me cansei de ver esse comportamento em sala de aula. Já me cansei, mais ainda, de ver campanha eleitoral, também, feita assim, para estábulo. Já não passou o tempo de crescermos nesse quesito? Pense nisso, se quiser, é claro.

Claudinet Coltri Junior é palestrante, consultor organizacional e educacional, professor e diretor da Nova Hévila Treinamentos. Website: www.coltri.com.br - E-mail: coltri@coltri.com.br - facebook.com/coltrijunior.



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