Quinta, 24 de novembro de 2016, 00h00

O nosso Vale dos Leprosos


Na época de Cristo, um dos grandes problemas, tanto de saúde, quanto social era a hanseníase, a lepra. Cada pessoa com a doença tinha que ser isolada do convívio social e ir para o chamado Vale dos Leprosos.
Na verdade, ter hanseníase naquela época era como se fosse um imenso fardo a carregar, já que o doente sofria três tipos de exclusão: a geográfica, por ficar como que aprisionada no Vale dos Leprosos; a social, por não poder mais se relacionar com seus parentes, vizinhos e com toda a comunidade em que vivia; e, ainda, era considerada como uma pessoa castigada por Deus, sofrendo, assim, talvez, a pior delas: a exclusão espiritual. Para que pudesse sair daquele lugar (reinclusão geográfica) e voltar ao convívio com parentes, amigos e na própria comunidade (reinclusão social), era necessário ser considerado curado com aprovação do sacerdote, como símbolo do perdão de Deus (a reinclusão espiritual).
Assim, passados mais de 2000 anos, vivemos, hoje, tantas situações parecidas como essa, mas não como doença física, mas, sim, como doença social. Julgamos as pessoas como se fossem pecadoras, pelo simples fato de terem pensamentos diferentes dos nossos, e as excluímos do nosso convívio, do nosso coração, perdendo o respeito por elas. Ao fazermos isso, é como se cada um de nós tivesse um Vale dos Leprosos próprio, dentro do nosso coração. Despejamos lá todos aqueles que nos incomodam com seus pensamentos e algumas atitudes, muitas vezes sem tentar entendê-los (ao menos a sua lógica de pensamento).
Precisamos olhar para esse nosso Vale e tentar enxergar qual é a ‘lepra‘ que cada uma dessas pessoas que lá colocamos tem, ou seja, qual o pecado, qual o mal que elas nos causa? Para nós, esse nosso Vale dos Leprosos é um grande fardo, pesa muito. Precisamos aliviá-lo, gerar espaço de processamento em nosso coração. Ressignificar, reocupar esses espaços com coisas boas.
Aí, como sacerdote social de si mesmo, é preciso libertar essas pessoas do Vale dos Leprosos do nosso coração, porque, sem perceber, também ficamos presos a esse julgamento. Portanto, se o fizer, se libertará, também. É importante lembrar que, tanto o amor, quanto o ódio, estão dentro de nós. Vence aquele que mais alimentamos. Pense nisso, se quiser, é claro!

Claudinet Coltri Junior é palestrante, consultor organizacional e educacional, professor e diretor da Nova Hévila Treinamentos. Website: www.coltri.com.br - E-mail: coltri@coltri.com.br - facebook.com/coltrijunior.



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