Domingo, 01 de fevereiro de 2009, 03h00

Meio Ambiente

Desodorante aerosol prejudica a camada de Ozônio?

Lívia Almeida  / Especial para o Zine


A preocupação com o meio ambiente é constante, inclusive quando o assunto é o perigo do uso de embalagens em aerosol, principalmente os desodorantes. Uns dizem que esse tipo de embalagem é fatal para a camada de ozônio, outros, garantem que não é, que tudo não passa de uma lenda urbana para prejudicar as grandes indústrias de cosméticos. Afinal, os desodorantes aerosóis prejudicam ou não a camada de ozônio?

Na verdade, o culpado de toda essa discussão não é o aerosol, mas sim o clorofluorcarbono (CFC), também conhecido como freon. Esse gás é emitido por alguns produtos que a maioria de nós tem em casa, como a geladeira, ar condicionado, extintor de incêndio, e é claro, as embalagens tipo spray aerosol, presentes não só em desodorantes, como também em tintas, inseticidas, resinas, enfim, em diversos produtos cosméticos, farmacêuticos, veterinários, domissanitários e industriais.

O freon liberado no ar quando usamos esses produtos, sobe até a camada de ozônio e a destrói, formando buracos. Especialistas informam que hoje, o maior buraco na camada de ozônio, encontra-se acima da Antártida. Ele é quase do tamanho da América do Sul e pode diminuir ou aumentar de acordo com a época do ano, atingindo em setembro seu maior tamanho.

Quando começou a ser utilizado, esse gás parecia a solução perfeita aos problemas de refrigeração, por não se dividir e não causar danos aos seres vivos, muito melhor que o produto anteriormente utilizado, a amônia. Mas descobriu-se que os CFCs sofrem fotólise quando submetidos à radiação UV, dividindo-se na altura da camada de ozônio onde a presença desses raios são constantes.

Mas nem tudo está perdido. Existem vários projetos voltados para a diminuição do uso desse gás, mas eles têm sido dificultados principalmente pela indústria de refrigeração. Uma das alternativas é o hidroclorofluorcarboneto (HCFC). Seu impacto ambiental tem sido avaliado como sendo de apenas 10% do prejuízo causado pelo freon. Outra saída são os Hidrofluorcarbonetos (HFC) que não contém cloro e são ainda menos prejudiciais à camada de ozônio, porém apresentam alto potencial de aquecimento global.

Ou seja, você não precisa jogar fora sua geladeira nem parar de usar desodorante aerosol, como muitos andam dizendo por aí. Hoje as indústrias já usam essas outras fontes que não prejudicam a camada de ozônio. O que podemos e devemos fazer é na hora da compra optar pelos produtos que apresentam um selo informando a ausência de CFCs. Daí é só usar sem medo.

Outra boa notícia, é que se pararmos de usar de vez o CFC, com o passar do tempo o buraco vai se recompor, e estaremos protegidos novamente dos raios ultravioletas. Obviamente que essa restauração acontece de forma lenta e o ritmo atual de destruição não está permitindo plena recomposição. O que devemos fazer para acelerar o processo é banir produtos que utilizem CFC do nosso cotidiano, para que finalmente, esse fato realmente se torne uma lenda urbana.

*Lívia Pulchério Almeida, estudante de 3º período de jornalismo da PUC-PR



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