O perigo de pegar emprestado | Gazeta Digital

Domingo, 21 de agosto de 2005, 03h00

SAÚDE

O perigo de pegar emprestado

Arícia Manuella de Figueiredo  / Especial para o Zine


Você vai dormir na casa de uma amiga e esquece a camisola. Pede uma emprestada. Aquele biquíni da prima é mais bonito e você pega para usar um dia. O amigo sujou a camiseta, você empresta. Pode parecer frescura, mas este compartilhar de roupas e objetos pessoais como meias, toalha, roupa íntima, escova de cabelo, pente, alicate de cutícula etc. com outras pessoas oferece alguns riscos para a saúde.

Ao pedir emprestado a toalha de banho que sua amiga acabou de usar, por exemplo, você nem imagina que pode estar prestes a pegar uma micose ou até mesmo uma DST (doença sexualmente transmissível). De acordo com o médico ginecologista Álvaro Assumpção os fomites (como são chamados os objetos que podem transmitir tais doenças) mais importantes em relação a esfera sexual são os que carregam secreção, pois todo agente patogênico (bactéria, vírus, fungos, etc...), precisa de tal secreção para sobreviver.

Claro que o tempo de sobrevida varia de agente para agente, como por exemplo, se a sua amiga usou a toalha e ficou uma secreção nela, depois de deixá-la no sol, em uma temperatura razoavelmente cuiabana, por um certo tempo, a secreção já terá secado e a bactéria que poderia estar ali também estará morta. Mas para não haver dúvidas, nada de pegar cuecas ou calcinhas emprestadas galera.

Além da toalha e da roupa íntima, há outros objetos poderiam ser fomites? O batom, o pente, o alicate ou tesoura de unha, roupas em geral, principalmente íntimas, enfim, todo objeto que entra em contato com uma parte do corpo possivelmente infectada.

Um observação para os meninos: fiquem espertos na hora de praticar esportes. Evite trocar de camiseta, emprestar meia dos colegas ou tênis. Tudo isso pode acarretar uma contaminação por um fungo, bactéria ou outro agente patogênico, surgindo assim uma micose ou infecção.

Já as meninas devem tomar cuidado não só na hora de praticar esporte mas também na hora de se produzir. Emprestar sapatilha de ballet, toalhinha para o rosto ou até mesmo maquiagem, como é o caso do batom, pode ser o meio mais rápido para obter uma infecção.

Mas não vamos começar a ficar neuróticos e não pegar em nada que alguém já tenha tocado. Também não é assim! A médica dermatologista Luzia Leão comenta que o toque, em geral, é comum da espécie humana e do brasileiro principalmente e não devemos nos privar dele por causa disso.

O sistema imunológico do corpo humano tem seus mecanismos de defesa para se proteger dessas possíveis contaminações, mas é sempre bom prevenir. Não use roupas emprestadas a não ser em último caso. Quando for à manicure, peça para que ela esterilize os alicates e tesouras de unha antes de usá-los ou leve os seus de casa. Não use batom emprestado, mesmo que a pessoa não tenha uma ferida aparente, ela pode estar com alguma infecção e contaminar o batom.

Enfim, usando apenas o bom senso, você se prevenirá da contaminação de doenças indesejáveis como as micoses, infecções em geral e algumas mais graves como a hepatite e até a AIDS.



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