Conversa de mesa de bar | Gazeta Digital

Quinta, 16 de junho de 2016, 00h00

Conversa de mesa de bar


Nas últimas décadas há uma coincidência interessante entre o futebol no Brasil e o da Argentina em consonância com o momento politico e econômico que vive ou viveu cada país. O futebol brasileiro encontra-se em baixa no momento, é o contrário na Argentina. Antes, porém, de enveredar pelo atual momento, uma viagem no tempo.
O futebol do Brasil não se deu bem nas Copas do Mundo de 1986 e 1990. A Argentina foi campeã em 1986, vice em 1990.Na Copa América, a Argentina ganhou em 1991 e 1993. Momento de Maradona e de grandes jogadores como Crespo, Batistuta ou Canigia.
No Brasil, em baixa no futebol, o nome era o do Careca que jogava com o Maradona no Nápoles. Jogadores brasileiros na Europa, acredite, só havia ele, o volante Alemão e o Juninho Paulista. Os argentinos eram os donos da bola na América Latina e na Europa.
Naquele estranho momento para o Brasil só havia o Ayrton Senna para agradar no esporte. Ganhou em 1988-89-91, foi vice em 1989 e 1993. No futebol o mundo achava, como acha agora, que o Brasil não voltaria mais ao topo.
Na Argentina,por eleição direta, Raul Alfonsín foi eleito presidente em 1983 depois da longa ditadura militar. No Brasil, por eleição indireta, após a morte de Tancredo Neves, assumiu Sarney em 1986. A inflação no Brasil e na Argentina era pornográfica.
A política no Brasileira mais feia que na Argentina.Brasília virou um angu de caroço na discussão sobre a nova Constituição. Sarney, que fora presidente do PDS, partido dos militares, se filia ao PMDB para ser vice do Tancredo. Os autênticos do PMDB não o aceitam e ele se joga nos braços dos seus antigos parceiros no PDS.Uma confusão política em Brasília talvez maior do que a atual.
Collor de Mello, depois do Sarney, foi um desastre na politica e na economia. Um impeachment o manda para casa. Veio o Plano Real no governo Itamar, depois FHC, Lula, tranquilidade política e na economia e, coincidência ou não, ganhamos a Copa do Mundo em 1994, vice em 1998 e campeão em 2002 e ainda a Copa América de 1997 e 1999.
Na Argentina a política e a economia degringolam, o futebol foi junto também. Só dava o Brasil no futebol mundial. Romário, Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho e Cacá foram escolhidos melhores do mundo. Nenhum argentino.
Agora a coisa anda feia em Brasília e também na economia com reflexo no futebol. Se tem hoje, Neymar sozinho para ser mostrado ao mundo. Na Argentina, Messi, Aguero, Di Maria, Higuain, Pastore, Banega.A Argentina foi vice na última Copa do Mundo e pode ganhar a Copa América.
Na Argentina elegeram presidente, aqui vamos sacar alguém por impeachment, como o caso do Collor de Mello naquele momento ruim na política, na economia e no futebol brasileiro.
Pode ser tudo coincidência, mas dá um assunto interessante para uma conversa em mesa de bar, não dá não?

Alfredo da Mota Menezes e-mail: pox@terra.com.br site: www.alfredomenezes.com

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