Quinta, 30 de junho de 2016, 00h00

Eleições e mentiras


É provável que vamos assistir o mesmo festival de sempre na campanha eleitoral, cheia de mentiras e truques. Inventa-se o que quiser, fica tudo por isso mesmo. Alguns itens que estão sempre presentes em eleições.
Programa de governo, por exemplo. Todos candidatos ao Executivo ou até mesmo dos legislativos têm um plano. A Justiça Eleitoral exige que ele seja registrado ali. Nos tais planos se colocam todas as soluções imagináveis.
Como é que se pode fazer um plano para um país, estado ou município às vésperas de uma eleição? Onde arrumar dinheiro para tantas promessas? Como e por que não se tem mecanismos para exigir que o eleito cumpra o que prometeu? Como punir aquela mentira escrita e registrada na Justiça?
A maioria dos candidatos fala que vai cumprir tudo o que promete na campanha. No geral é só mentirada, mas se não for, ao chegar lá, o esquema interno não o deixa andar. Ele tem que se adaptar às regras do jogo ou está fora. Todos falam que são honestos. Mas a lei dá a muitos eleitos imunidade e fórum especial. Coloca o eleito perto do fogo da corrupção ao tratar de tantos assuntos onde se tem muito dinheiro. Por que em outros países os políticos são julgados e punidos desde a primeira instância e no Brasil se tem fórum privilegiado? Não é uma espécie de incentivo à corrupção?
Todo dinheiro usado na campanha foi de fonte limpa e honesta, é outro mantra.Tudo de acordo com a lei e aprovado pelos tribunais eleitorais. Num país em que o caixa dois é uma instituição é acreditar em duendes em tanta honestidade em financiamento de campanhas.
Num país em que uma empreiteira para ter obras públicas tem que dar dinheiro para campanha.Uma verdade que vem desde 1946, nas palavras do delator Sérgio Machado.Nesta eleição não pode ter financiamento por pessoa jurídica. Você acha que isso vai mesmo funcionar?
O horário gratuito em rádio e televisão é um monte de mentiras. De invenções, de assustar incautos, de prometer o céu na terra. Como é que se permite aquilo? Como é que se pode inventar qualquer coisa e fica por isso mesmo? Como é que a justiça eleitoral não criou mecanismos para impedir tantas mentiras em todas as eleições? O marqueteiro mais astuto e mentiroso é endeusado. Ganha fortuna para engambelar o eleitor.
Como é que o eleitor aceita tudo aquilo? Por que não analisar com mais cuidado as promessas e invenções de candidatos e partidos?Por que se deixar levar para o lado que um marqueteiro quer?
O pior de tudo é que tem eleitor que faz todas essa análise, escolhe o melhor candidato possível e se frustra meses depois com aquela escolha.É que o cara escolhido, supostamente sério ou honesto, depois de eleito, muda de comportamento.

Alfredo da Mota Menezes e-mail: pox@terra.com.br site: www.alfredomenezers.com



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