Coisas do Trump | Gazeta Digital

Quinta, 28 de julho de 2016, 00h00

Alfredo da Mota Menezes

Coisas do Trump


 Na campanha eleitoral nos EUA, Donald Trump disse que vai rever acordos comerciais com a China. Argui que aquele país não obedece leis de proteção ambiental e do trabalhador, por isso vende mais barato e inunda o mercado norte americano. Já pensou uma guerra comercial entre os dois gigantes?
A China tem 1.3 trilhões de dólares em letras do tesouro norte-americano. Apronta um rolo financeiro sobre os EUA se quiser. Os mais escolarizados nos EUA sabem que Trump sabe disso. É só gogó para ganhar votos, lá como cá, mente-se.
Trump alega também que não está satisfeito com o acordo comercial em andamento entre EUA e a União Europeia. Se houver, seria o maior acordo de integração do mundo. Fala ainda em construir um muro entre os EUA e o México e que os mexicanos é que pagariam. O mais interessante é que o México é membro do Nafta, um acordo de integração econômica com o próprio EUA.
Trump diz que vai levar de volta as fábricas norte-americanas que foram para outros países, gerar empregos ali e não em outros lugares. Essas fábricas saíram dos EUA para produzirem a custos menores. Se os custos continuam alto nos EUA, como voltar? Custos cairiam se a produção de gás e petróleo de xisto tivessem ido em frente. O custo do petróleo e gás no mundo caiu e é caro extrair o de xisto nos EUA, como fazer os custos baixarem para levar as fábricas de volta?
Mas o discurso agrada os ouvidos do americano médio, conservador e com pouca escolaridade. Ficou para trás num mundo em evolução tecnológica. Também seu salário não evoluiu e ele pensa que um milionário pode saber o caminho das pedras para fazer com que eles voltem ao sonho americano.
Outro tema que o americano médio gosta de ouvir é o de impedir a entrada de imigrantes. Deixariam de tomar emprego desse americano não escolarizado e supostamente diminuiria a violência nos EUA. Trump fala em diminuir a violência no país. Como se ele é contra a proibição de se comprar arma? Mas, sem dúvidas, cada vez que há ato de violência no exterior ou nos EUA, Trump ganha mais votos do americano menos escolarizados, conservador, branco e morando em cidades do interior.
Quer mais tema estranho levantado por Trump? Ele disse que os EUA não reagiriam se houvesse um ataque a membro da Otan. Tem uma regra entre os países da Otan, EUA no meio, de que um ataque a um é um ataque a todos. Que, continua a catilinária, vai fazer os EUA voltarem ser protagonista no mundo. Vai voltar a invadir países, como fizeram os Bush no Iraque, Afeganistão e Panamá?
Assim mesmo o cara tem chances de ganhar. Além de saber contar bem as mentiras, ele se apresenta como diferente dos outros de Washington. E lá como cá o eleitorado anda bravo com os trejeitos e mentiras da classe política.



Alfredo da Mota Menezes e-mail: pox@terra.com.br site: www.alfredomenezes.com
 

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