Jogos de azar | Gazeta Digital

Quinta, 11 de agosto de 2016, 00h00

Jogos de azar


Parece que serão mesmo aprovados os jogos de azar no Brasil. O jogo foi proibido no país quando um cuiabano, Eurico Dutra, estava na presidência. Décadas depois se fala na volta desses jogos. Pensava-se que iria haver manifestações contra, mas até agora nada demais aconteceu.
A abertura para os jogos de azar deve ser ampla. Seriam permitidos jogo do bicho, bingo, cassinos e jogos eletrônicos. Somente empresas nacionais poderão administrar os jogos.
Poderá ter no país até 35 cassinos ou um em casa estado e no máximo três em um estado. As concessões poderão ser por até 30 anos. Não poderá haver monopólio na exploração desses cassinos, um grupo poderia administrar somente três cassinos.Os cassinos terão que funcionar em hotéis de alto padrão.
Jogo do bicho entra também na roda da exploração legal. A licença para a exploração desse jogo só vale para um município e o prêmio ao ganhador deve ser sempre a metade do valor arrecadado.
Bingo também faz parte do pacote. Será permitida uma casa de bingo para cada 150 mil habitantes de uma cidade. Cuiabá, como exemplo, poderia ter quatro casas de bingo. Não fala nada se um mesmo grupo poderia explorar todas em um mesmo município. Políticos eleitos não podem explorar nenhum jogo legalizado.
Trazer de volta os jogos de azar é consequência da atual crise econômica. O governo querendo arrecadar mais acaba concordando com isso.
Assisti à chegada dos cassinos em Nova Orleans. A cidade tinha três grandes fontes de renda: turismo, o porto no rio Mississippi e a exploração de petróleo no Golfo do México, ali perto. Com o preço do petróleo lá embaixo os norte americanos deixaram aquele como reserva. Caiu a renda local.
Apareceu a ideia de levar para a cidade os cassinos.Um promotor entrou na Justiça contra, foi um alvoroço. Durante muito tempo o jogo ficou em barcos no rio Mississippi ou no lago Pontchartrain.Os barcos encostavam-se aos hotéis, os jogadores embarcavam e iam jogar. A Justiça não podia fazer nada. Foi assim até que se permitiu jogo em terra firma.
Veio outro acordo. Os cassinos não poderiam ter grandes shows como em Las Vegas para não atrapalhar a outra fonte de renda da cidade, o turismo.Não podiam também competir com os restaurantes locais, comida atrai muitos turistas. Poderiam ter músicas, comidas normais, mas nada que atrapalhasse os restaurantes, bares e casas de espetáculos da cidade.
Aumentou o emprego, claro. Não na qualidade do emprego da exploração do petróleo, mas ajudou a manter empregos na cidade.
No Brasil funcionam cassinos clandestinos, jogo do bicho e até bingos e não se arrecada nada com isso. Por que não legalizar o jogo? Será que é verdade que onde tem jogo a prostituição e o tráfico de drogas é maior mesmo ou é um mito? Tem alguma estatística ou pesquisa provada sobre isso?


Alfredo da Mota Menezes e-mail: pox@terra.com.br site: www.alfredomenezes.com

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