Vira-lata não | Gazeta Digital

Quinta, 18 de agosto de 2016, 00h00

Vira-lata não


Na recepção oferecida pelo Itamaraty no Rio para os chefes de Estado que vieram para os Jogos Olímpicos, o primeiro Ministro de Portugal falou, não somente por causa dos jogos, que o brasileiro gosta de criticar e denegrir seu próprio país. Disse que também em Portugal é a mesma coisa. Tem raiz na história esse nosso complexo de vira-lata, como escreveu Nelson Rodrigues.
Encabula o tanto de gente que busca só o lado negativo nos jogos Olímpicos. A mídia também gosta dos pequenos detalhes negativos. Sabe que tem ouvintes ou leitores nessa seara. Teve erros sim, mas ficar neste samba de uma nota só é concordar com o ministro português de que não somos competentes em nada.
A Olimpíada tem sido um sucesso, na verdade. Nas águas da Baia de Guanabara têm montes de atletas nadando por horas ali e ninguém engoliu cocô de ninguém. Na lagoa Rodrigo de Freitas é a mesma coisa. Aliás, os atletas da canoagem só têm elogios, como aquele de dizer que nunca antes numa competição remaram num lugar tão bonito e tão dentro de uma cidade.
Um turista francês disse que o amedrontaram com o mosquito da zika antes de vir, mas que não tinha encontrado nenhum mosquito de qualquer espécie e tamanho no Rio. Até pilheriou que em Paris tem mais mosquitos que no Rio.
 Alguém leu alguma matéria sobre o transporte coletivo que serve a Olimpíada? O transporte em metrô e BRT para o lugar dos jogos é algo que impressiona. Multidões saindo dos estádios, pegando transportes sem nenhum problema. Será o maior legado dos Jogos para os cariocas. Sem contar o VLT no centro do Rio correndo do aeroporto Santos Dumont para a Rodoviária.
A Barra da Tijuca, lugar antes complicado para chegar, agora com BRT e metrô, será o xodó do crescimento da cidade. O lugar onde se realizam os jogos será outro legado para os cariocas, principalmente para os da Barra da Tijuca. Além da recuperação da enorme área na Praça Mauá onde está o Museu do Amanhã.
 Com quem se conversa no Rio se percebe que há algo novo no ar. Parece que a cidade recebeu uma injeção de ânimo. Esse dado não mensurável deve ser o legado mais importante para a cidade.
A olimpíada no Rio, neste momento mundial, foi a melhor coisa que aconteceu para o Comitê Olímpico. Imagine se os jogos fossem em Paris, Londres ou Los Angeles, a preocupação com terrorismo levaria todos a constante pânico.
Outra coisa dos jogos Olímpicos, segundo os especialistas, é que o custo estava indo para a estratosfera, como foram os de Londres e Pequim. O do Rio estabeleceu um novo patamar. Se podem fazer grandes eventos sem gastar além do que o bom senso recomenda. Da maneira que vão os jogos no Rio, os agourentos deveriam enfiar a viola no saco.

Alfredo da Mota Menezes. E-mail: pox@terra.com.br site: www.alfredomenezes.com

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