Quinta, 17 de novembro de 2016, 00h00

Assuntos da visita do Serra


José Serra esteve em Cuiabá e falou que o crime de droga é internacional e para isso deve haver um combate multinacional. Que vai promover um encontro em Brasília com chanceleres do Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia. Na verdade o que o Brasil quer mesmo é uma conversa maior com o Paraguai e principalmente a Bolívia.
Esta coluna vem esgoelando nessa direção por mais de uma década. Não dá para combater o tráfico de cocaína esperando em nossa fronteira.É fundamental um trabalho conjunto entre o Brasil e a Bolívia. Ajudar aquele país lá dentro a combater a questão da droga. Tempos atrás se falou até que os EUA poderiam participar desse acordo, eles podem ajudar com informações via satélite.
É preciso dizer também que MT promoveu encontro poucos dias atrás com autoridades da Bolívia sobre o mesmo assunto. Agora com um empurrão maior de Brasília talvez a coisa ande. Aleluia.
Ainda com a presença do Serra se falou em reativar o porto de Cáceres e a ligação maior com os países do Mercosul através da hidrovia Paraguai Paraná. Esta coluna publicou dezenas de artigos nessa direção, é só entrar no site do articulista. Tem-se o meio de transporte mais barato que passa nos países do Mercosul que é uma integração econômica e deve abaixar taxas para importar bens dos parceiros.
Falou-se em revitalizar o porto de Cáceres e não construir o de Morrinhos. Se ficar só nisso, não se vai atingir um comércio mais amplo com países da região e também no transporte de grãos para a Europa e Ásia. O porto em Cáceres tem limites para tonelagens, em Morrinhos a história é outra.
É que cresceu em Cáceres a ideia de que seria melhor mexer com o porto da cidade do que construir outro longe. Talvez esteja embutido aí o velho receio da cidade em perder receita para outros lugares.
No auge da discussão sobre Morrinhos,gentes de Cáceres temiam que ali poderia crescer, passar a Distrito e depois se emancipar e a cidade perderia receita. Lembro que, de forma até jocosa, esta coluna propunha que se permitisse somente construir casas dos trabalhadores em Morrinhos para impedir que ali crescesse e se emancipasse.Parece com o caso da Unemat vir para Cuiabá e o temor em Cáceres que a Reitoria viesse para cá. O porto em Morrinhos levaria e traria mais cargas. Vamos comprar trigo e talvez diesel da Argentina. O porto em Cáceres tem condições de receber tanta carga?Tem condições de exportar grãos? Fica caro construir Morrinhos? Não pode ser preocupação, a iniciativa privada nacional ou internacional assume isso no ato.
Mais uma notícia sobre Cáceres. A licitação para a ZPE está em andamento. A saída de bens industrializados ali para os países andinos e os do Mercosul é a alternativa correta. O porto em Cáceres aguenta esse tranco também?


Alfredo da Mota Menezes e-mail: pox@terra.com.br site: www.alfredomenezes.com



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