Quinta, 01 de dezembro de 2016, 00h00

A Cuba de Fidel


Fidel Castro assume o governo de Cuba em primeiro de janeiro de 1959. Fulgência Batista, o general ditador, fugiu na noite de réveillon. Fidel atacara antes o quartel de Moncada. Foi preso, julgado e solto. Naquele momento, as autoridades do país não ligavam muito para suas ações.
Andou pela Guatemala, México, Che Guevara incorpora ao grupo. Retornam a Cuba e estabelecem uma guerrilha em Sierra Maestra. Chegam ao poder naquela data.Parte da elite local se manda do país.É aquela e seus descendentes que comemoraram a morte de Fidel na Flórida.
Em 1961 exilados cubanos, ajudados pelo governo Kennedy,tentaram tomar o poder em Cuba. Foram derrotados na Baia dos Porcos. Os norte-americanos achavam que era só amedrontar com aviões e outros aparatos que botariam todos para correr. Acontecera isso em 1954 na queda de Jacob Arbenz na Guatemala, tentaram em Cuba e não deu certo.
Fidel radicalizou, busca apoio mais forte na União Soviética. Era a Guerra Fria e os EUA e os soviéticos buscavam apoios e bases perto um do outro. Em 1962 os americanos descobrem que a União Soviética estava colocando mísseis em Cuba voltados para os EUA. Quase começou uma guerra nuclear entre as duas superpotências. Num puxa estica diplomático forte e difícil chegaram a um acordo.
Os russos retirariam os mísseis de Cuba, mas a história aceita que no acordo os EUA se comprometem a não invadirem Cuba. Se não fosse por isso, como aconteceu em outros lugares da região, os EUA teriam arrumado um jeito de derrubar Fidel.
Os EUA não invadiram mas decretaram um bloqueio econômico à ilha.Quase todos os países do mundo ocidental deixaram de vender e comprar em Cuba. Ninguém queria arrumar uma briga com o maior mercado consumidor do mundo em troca de um de 11 milhões de habitantes e com renda pequena.
O que salvou Cuba nesse momento foram os países do leste europeu. Compravam produtos cubanos, como açúcar, por um preço maior que do mercado mundial para ajudá-la. Vendiam outros bens, incluindo petróleo,por preços menores do que no mercado.
A coisa se complicou para Cuba depois do esboroamento do comunismo no leste europeu. A ajuda acabou, os cubanos passaram por momentos difíceis. Agora a grande novidade foi a aproximação entre Cuba e os EUA.
O regime castrista é criticado pela supressão de liberdades na ilha e pelo controle do poder em todas as esferas, com partido único, não liberdade de imprensa, Judiciário controlado e outros ingredientes de um governo autoritário.
Mas o legado do regime nas áreas de educação e saúde é inegável.Essa educação vai até permitir que empresas dos EUA que usam mão de obra mais qualificada vá para Cuba. Pessoas ganhando mais dinheiro vão querer o poder político. Seria o início de mudanças políticas naquele país. Se o Trump não inventar outra estória, claro.

Alfredo da Mota Menezes e-mail: pox@terra.com.br site: www.alfredomenezes.com



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