Eu, tu, somos eles | Gazeta Digital

Domingo, 08 de janeiro de 2017, 00h00

Eu, tu, somos eles


A sensibilidade ‘a priori’ que se tem é o tempo e o espaço (Kant). E quem, afinal, os dividiu? Aquilo que se apresenta, (re)presenta fielmente na individualidade?
Acostumamos a olhar o fenômeno e não a profundidade do que se apresenta; somente a sua totalidade é produto da razão, no mais é imaginação e entendimento.
Da análise de um objeto não tão dinâmico no tempo e espaço, seria até simplório a sua reflexão existencial. Mas e a política (num sentido mais amplo que aquele simplesmente partidário e eleitoral)? Seus valores e fundamentos, ações e resultados na democracia?
Esses fenômenos todos que se reveste a política brasileira ultimamente têm causado um outro, a intolerância, como resultado de seu viés mais obscuro, jogando a todos na incredulidade.
A maioria que compõe o Supremo Tribunal Federal, ao aderir a um projeto de sobrevivência política do presidente do Congresso Nacional, com o beneplácito do palácio do planalto, deu a impressão que o fenômeno político extraído desse imbróglio jurídico fez coro ao famoso ’jeitinho’ brasileiro de se dar com a adversidade.     A não ser umas poucas vozes, calou-se a nação brasileira num universo acrítico de estupefata ironia. Nunca a ironia se fez longe de crítica e reflexão como agora, postergando seu fundamento lógico para um outro tempo e espaço. Calaram o povo, sobrou-se vergonha alheia. O mundo assistiu, e sorriu em galhofa.
Tomaram por testemunho as palavras de Shakespeare: ’mudam-se os tempos, mudam-se as vontades’.
Que fenômenos mais esquisitos estão a embalar a política nesta terra de Cabral! E ainda culpam os portugueses, fazendo-se de filhos ingratos ao buscar desforras em Holanda e Espanha. Seria tudo diferente?
Onde está a honra nisso tudo? Aquela mesma que nos faz parceiros da justiça e irmãos gêmeos do amor à pátria. Povo que tem cheiro e vontade próprios, que mesmo deitado em berço esplêndido se levanta em defesa de sua dignidade e identidade.
Não. A parceria se findou numa vulgar letargia própria dos indiferentes, sintetizando-nos num bando à espera de salvadores da pátria, como sempre (ou com o Getúlio, Juscelino, Jango, Sarney e Collor, não foi assim?).
Isso o Dr. Ulisses não previu, a Constituição feito troça. Ode à democracia que fazemos, como fenômeno de tempo e espaço, imaginação e entendimento, tudo sem razão.
É por aí...

Gonçalo Antunes de Barros Neto escreve aos domingos em A Gazeta. (email: antunesdebarros@hotmail.com).



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