Tempos difíceis | Gazeta Digital

Terça, 27 de setembro de 2016, 00h00

opinião

Tempos difíceis

Renato de Paiva Pereira


‘Se a barba do teu vizinho está pegando fogo, coloque a tua de molho‘ é um ditado que aconselha prudência e cautela diante de uma situação de perigo.
Na Europa a barba já ardeu. O ‘estado de bem estar social‘ fez água. Principalmente Grécia, Espanha, Portugal e agora na França gastaram o que não tinham, garantindo à população privilégios que as receitas não podiam sustentar. O caixa estourou. A crise se instalou: Espanha e Grécia estão com desemprego já passando de 25%. É um exagero.
Aqui, ignorando esses contundentes sinais de alerta, continuamos tentando copiar esse modelo que não deu certo. É uma baita demonstração de insensatez insistir em um sistema comprovadamente ineficiente.
Definitivamente não dá pra gastar por antecipação. A fatura deverá ser paga, se não pela geração atual, por certo pelas próximas.
Raros são os governantes que pensam no futuro. A tentação de comer o doce rapidamente (aumento de popularidade e consequente voto) é quase irresistível, deixando para o próximo mandatário o problema de pagar a conta.
Neste momento que há uma tentativa de estimular relações trabalhistas mais lógicas, para reverter a situação deixada pelo PT, a oposição ignorando a situação caótica do país, protesta e mobiliza-se para evitar a aprovação de medidas de austeridade. Entre as principais está a proposta de teto dos gastos públicos e a flexibilização da jornada de trabalho. Na sequência a reforma da previdência.
A maioria dos benefícios sociais, além de consumir com a burocracia e corrupção grande parte da receita arrecadada, tem o condão de tornar os cidadãos cada vez mais dependentes e infantilizados.
 O seguro desemprego, por exemplo, estimula a rotatividade, premiando os maus trabalhadores que quase sempre o usam desonestamente, trabalhando informalmente enquanto dura o repasse das parcelas. Nesse episódio os políticos que votaram a favor do benefício faturam votos e os trabalhadores que continuam empregados pagam a conta.
Outra forma de tratar os trabalhadores como crianças são as cestas básicas, os vales refeições, os vales transporte etc. O ideal seria, penso eu, oferecer um salário justo sem essas marolas de benefícios, deixando cada um livre para ir ao emprego de carro, de moto, de canoa, a pé; comprar o que quiser ou que o salário permitir. Comer de marmita ou não comer. Afinal pessoas adultas devem ter liberdade pra tocar a vida como achar melhor.
O socorro do governo deveria ficar restrito a quem definitivamente precisasse de ajuda.
Não creiam nos candidatos a prefeito, nesses dias de campanha, que prometem transporte gratuito, o fim das filas nas unidades de saúde e aumento das creches. Todos sabem, ou deveriam saber que a situação financeira da união, estados e municípios é péssima e que não há espaço na receita pública para ampliar benefícios. Se eles fossem honestos estariam preparando o povo para as medidas de austeridade que por certo terão que implementar.

Renato de Paiva Pereira - empresário e escritor.E-mail: renato@hotelgranodara.com.br



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