Maconha no Campus | Gazeta Digital

Terça, 29 de novembro de 2016, 00h00

Maconha no Campus


Os ‘caretas’ como eu, que ainda não tiveram um encontro cara a cara com a maconha, se quiserem conhecê-la não precisam ir ao Morro da luz, bairro do Porto ou Viaduto da Rodoviária. Basta visitar o campus da UFMT aos sábados e domingos para serem apresentados à famosa cannabis sem nenhuma cerimônia. Querendo dar um trago no fuminho podem fazê-lo com segurança, pois naquele ambiente nenhuma autoridade irá incomodá-los.
Os que forem lá verão duplas, trios ou grupos maiores nos bancos da praça, debaixo de árvores, dentro de carros ou encostados nos prédios dividindo com invejável fraternidade os baseados que trazem de casa ou compram ali mesmo.
A contra gosto, misturados com essa turma, estão velhos, moços, adolescentes e crianças que usam aquele espaço para praticas esportivas, caminhadas ou simples recreação.
Não me interessa discutir aqui se a maconha faz mais ou menos mal que o tabaco, ou se suas propriedades medicinais superam os males que causa. Também não me proponho a questionar o malefício social dela comparado ao do álcool. Da mesma forma, não vou polemizar sobre sua proibição comparada à liberdade da bebida.
Proponho-me simplesmente a lembrar que leis precisam ser cumpridas e que ninguém está autorizado a acatar a que lhe convém e descumprir outra que não aprecia. A lei proíbe o uso da maconha em ambientes públicos e a possibilidade de arguir tal proibição ficou lá atrás, quando ela foi discutida e aprovada.
Também não está facultado às autoridades a decisão de combater seletivamente um delito e ignorar outro.
Consta que a Universidade Federal tem uma equipe de vigias, que são cerca de 30 por turno. Há ainda, segundo informações, um convênio com a Polícia Militar para garantir a segurança aos frequentadores daquele ambiente público.
Mas ambos, policiais e seguranças, simplesmente ignoram, talvez por orientação de seus superiores, o consumo e comércio de maconha ( não sei se outras drogas também) dentro do campus da UFMT.
Leio nos jornais que diversos alunos têm reclamado dos constantes furtos e roubos que estariam aumentando naquele ambiente. Acho que estes que reclamam deveriam culpar os colegas por atraírem para sua casa consumidores de entorpecentes, os‘noiados’ e os traficantes, que se sentem seguros ali porque não serão incomodados pela polícia e seguranças.
Onde a droga campeia o traficante está presente. A reitoria da UFMT e o comando da PM precisam explicar para a sociedade e para as famílias que frequentam o campus nos finais de semana, porque fazem vista grossa para esse delito escancarado.
Claro que não há neste artigo nenhuma sugestão para uma ação mais agressiva contra os consumidores de entorpecentes, propõe somente intervenções discretas para preservar as famílias do convívio indesejado com esses transgressores.

 Renato de Paiva Pereira é empresário e escritor. E-mail:renato@hotelgranodara.com.br

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