A Fonte Luminosa e os Vereadores | Gazeta Digital

Terça, 03 de janeiro de 2017, 00h00

A Fonte Luminosa e os Vereadores


Sou do tempo em que o sonho dos prefeitos das pequenas e médias cidades era construir uma fonte luminosa. Era uma coisa tão apreciada na época que algumas pessoas até queriam levar um pouco daquela bonita água colorida pra casa.
Cuiabá recebe neste fim de ano a versão informatizada das antigas fontes luminosas, a cidade também está mais bonita com as ruas limpas e jardins bem cuidados. Mas será que é prioridade o embelezamento diante de tantas carências? Eu acho que enquanto houver gente sem atendimento médico, criança sem escola ou creche e velho desamparado deveria ser proibido gastar dinheiro público com coisas supérfluas e propaganda política.
Se for verdadeira a afirmação que ficaram 50 milhões de restos a pagar no fim do exercício, o prefeito que sai gastou o que não tinha com coisas desnecessárias, ou pelo menos sem nenhuma urgência.
Já que estou falando do município, levanto a questão do fabuloso desperdício de dinheiro público com os vereadores, que segundo a piada antiga, todo mundo sabe que existem, mas ninguém sabe pra que servem.
Que tal perguntarmos à população o que ela acha da Câmara dos Horrores? Sugiro o questionário abaixo.
a)    Os municípios necessitam dos vereadores? Sim ( ) não ( )
b)    Somente para os que responderam sim: eles ( os vereadores) precisam ser remunerados? Sim ( ) não ( ) c)    Só para os que responderam sim na pergunta b: qual seria a remuneração justa ? até 5 mil reais mensais ( ) ;5 mil a 10 mil reais ( ); 10 mil a 15 mil reais ( ) 18 mil reais mais verba de gabinete, mais assessores ( 80 mil/mês) como querem os nobres edis de Cuiabá ( )
Antecipo meu palpite sobre o resultado dessa pesquisa: 80% responderiam que as cidades não precisam de vereadores; 15% diriam que são úteis, desde que não remunerados; 4,99% concordariam em uma remuneração menor que 5 mil reais. 0,01% ( vereadores, seus assessores e familiares) concordaria com o salário de 18 mil.
Nós podemos, através do voto, trocar todos os nobres edis que ganham o que não merecem e ainda fazem leis em benefício próprio. Só que não adianta, os que os substituírem continuarão fazendo a mesma coisa. A classe política tomou a rédea nos dentes e vai fazer o que bem entender, a despeito da contrariedade dos que pagam os salários.
Diversos prefeitos do Brasil, entre eles o de Barra do Garças (MT) vetaram o aumento de salários aprovado pelos vereadores. Em outros municípios a população foi para a Câmara pressionar suas excelências, impedindo o aumento em tão inoportuna hora. Mas é pouco, muito pouco. A esperança é que um dia haja uma forma de eliminar a câmara municipal, ou no mínimo, impedir a remuneração desses ‘profissionais’, seguindo o exemplo da Suécia.
O sistema está corrompido, não adianta trocar as peças. Essa história de representantes do povo é uma frase vazia e retórica que inventaram para nos iludir. Continuo achando que existe uma solução. Ela prescinde da ditadura, claro, mas dispensa o voto popular.

Renato de Paiva Pereira - empresário e escritor. E-mail:renato@hotelgranodara.com.br

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