Quinta, 17 de novembro de 2016, 00h00

Pedido de socorro


Na última sexta-feira (11) o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural-Senar-MT, promoveu a segunda edição do evento ‘CresceMT - Educação pra um novo tempo’. Estive lá e me impressionei com o novo mundo da educação brasileira que começa a tomar forma dentro e fora das escolas. Do ponto de vista pública, não! O poder público ainda considera a educação como um ‘caça níquel‘ que se chamaria bem de ‘caça votos‘. Educação ruim, população com baixo nível crítico e incapaz, portanto, de ter senso crítico na sua cidadania. Traduzindo: povo mal educado, voto barato!
Neste artigo gostaria de ater-me à provocação deixada na abertura e no fechamento do evento pelo presidente do Sistema Federação da Agricultura - Famato, ao qual o Senar está vinculado. Rui Prado apelou aos educadores presentes ao evento, num tom dramático: ‘precisamos que vocês nos ajudem. O setor agro evolui em tecnologia e conhecimento, mas não tem gente adequada pra trabalhar‘. Na fala de encerramento, Rui Prado chegou a ser dramático nessa questão. O Senar fica limitado no seu papel de educação para as atividades rurais, porque seus cursos são objetivos e de curta duração. Mas o aluno chega lá tão sem formação, que os cursos terminam ineficazes porque o aluno não assimila o mínimo do conteúdo. Os dados recentes da avaliação nas escolas brasileiras e de Mato Grosso indicam isso claramente.
Todos os palestrantes do seminário são especialistas com muita profundidade nas respectivas abordagens. O problema não é o aluno. Em nenhum momento. No conflito atual do aluno em razão da tecnologia versus sala de aula e quadro negro, gera um distanciamento irrecuperável entre escola e aluno.
O professor José Pacheco, por exemplo, um grande educador em áreas de conflitos sociais em Portugal e no Brasil abrangendo o ensino fundamental, de um lado é otimista e de outro é pessimista. A educação, do ponto de vista oficial, é gerada em gabinetes fechados por ‘especialistas‘ teóricos e distantes da sala de aula atual. ‘Melhor que não existisse o Ministério da Educação‘, disse ele. Todos os professores que passaram por lá admitem que a tecnologia é fundamental. Não se separa mais o jovem do smartfone. É o seu canal de contato com o mundo.
Porém, todos, sem exceção focaram num ponto: a essência da educação está no ensino fundamental, onde o aluno aprende a pensar, a ler e a discernir. A partir daí ele vai lidar com o mundo. Mas se nessa fase ele é maltratado, a vida lhe será um fardo pra sempre. Voltarei ao assunto.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso. E-mail:onofreribeiro@onofreribeiro.com.br www.onofreribeiro.com.br



Aguarde! Carregando comentários ...


// leia também

Quinta, 09 de fevereiro de 2017

00:00 - Corporações e a barbárie

Quinta, 02 de fevereiro de 2017

00:00 - Mundos velho e novo

Quinta, 26 de janeiro de 2017

00:00 - Antes da prisão

Quinta, 19 de janeiro de 2017

00:00 - Compasso atrasado

Quinta, 12 de janeiro de 2017

00:00 - Debateção

Quinta, 29 de dezembro de 2016

00:00 - Já vai, 2016? - I

Quinta, 08 de dezembro de 2016

00:00 - Social ou econômico

Quinta, 24 de novembro de 2016

00:00 - O mundo e nós

Quinta, 10 de novembro de 2016

00:00 - Depois dos tsunamis

Quinta, 27 de outubro de 2016

00:00 - Ilusões e desilusões


 veja mais
Cuiabá, Sexta, 24/02/2017
 

WhatsApp Twuitter
WhatsApp

Fogo Cruzado waze

titulo_jornal Sexta, 24/02/2017
A62e5578094d90cd223922c882d8cb18 anteriores




Rádios ao vivo
  • cbn
  • cbn
Indicadores Financeiros
Dólar Comercial 3,0656 -0,12%
Ouro - BM&F (à vista) 122,40 +0,66%
+ veja mais
Mercado Agropecuário
Boi Gordo @ 126,00
Soja - saca 60 kg 64,50
+ veja mais
Mais Lidas Enquete

Reforma trabalhista prevê que patrões e empregados poderão negociar a jornada de trabalho, desde que não exceda 220h/mês. Qual sua opinião?



Logo_classifacil