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03.10.2016 | 13h52

Ex-secretário nega esquema e chora; Silval demente Nadaf

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Mais 3 réus na ação penal derivada da Operação Seven que investigou um esquema envolvendo a compra de um terreno com prejuízo de R$ 7 milhões aos cofres do Estado prestam depoimento nesta segunda-feira (3). A audiência de instrução e julgamento é presidida pela juíza Selma Rosane Santos Arruda, titular da 7ª vara Criminal de Cuiabá.

Serão interrogados pela magistrada o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), o ex-secretário de Planejamento Arnaldo Alves de Souza e o procurador aposentado do Estado, Francisco de Andrade Lima Filho, o Chico Lima.

Além de Silval, Arnaldo e Chico Lima, também são réus no processo os ex-secretários Pedro Nadaf (Casa Civil), José de Jesus Nunes Cordeiro (ex-adjunto da SAD), Wilson Gamboji Pinheiro Taques (ex-secretário adujunto da Sema) e Filinto Corrêa da Costa (ex-secretário de Saúde), os servidores da Sema, Francisval Akerley da Costa e Cláudio Takayuki Schida, o ex-presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Afonso Dalberto.

Acompanhe os principais momentos da audiência

A oitiva de Chico Lima foi remarcada para o dia 10 de outubro às 14h30. 

16h15 Silval diz que nunca ameaçou Afonso Dalberto que é seu amigo há 25 anos. "Também classifico aquilo como absurdo, tenho pelo Afonso o maior respeito e não sei ele disse que se sente ameaçado por mim. Até pelo tempo que ele trabalhou no Intermat, quero relatar uma situação aqui pra senhora. Um dia ele chegou no meu gabinete chorando e tinha essa liberdade. Achei que fosse por causa de problema de saúde com a filha dele, ai eu disse para ele ter calma que isso passava". 

No entanto, segundo Silval Barbosa, Afonso revelou para ele que estava sendo ameaçado por causa de uma área de terra que possuía no município de Rosário Oeste. "Eu determinei para o secretário de Segurança que chamasse ele lá, conversasse e instaurasse os procedimentos necessários porque era uma ameaça que ele estava sofrendo. Nunca fiz qualquer insinuação, é um absurdo falar uma coisa dessa. Conheço ele desde o tempo da Cohab, há mais de 25 anos. Fico preocupado com a forma que às vezes colocam o nome da gente. Também conheço o Silvio há mais de 15 anos e me preocupa ouvir falar que ele pratica ameaças".

Por fim, o ex-governador sustenta que não ter qualquer desavença com os demais réus nas ações penais que ele responde. “Nunca teve desentendimento com o Afonso Dalberto, nem Nadaf ou qualquer outro dos réus. “Nunca tive desentendimento com nenhuma dessas pessoas que estão hoje imputando esses fatos a mim, talvez pra tentar escapar da cadeia”.

Silval, ao final da audiência voltou a reafirmar para a juíza Selma Rosane que ele não vai fugir como alega o Ministério Público em parecer já emitido em ações penais da Operação Sodoma. Termina o depoimento do ex-governador. 

16h - Silval afirma que não recebeu qualquer propina e desmente Pedro Nadaf - Silval garante que nunca se reuniu com Pedro Nadaf e nunca pediu para ele levantar R$ 1,5 milhão para pagar dívida política. Ele só assume que assinou o decreto que autorizou a compra da área. 

"O senhor Pedro Nadaf no depoimento dele, assim como foi o primeiro naquele processo do João Rosa, ficou claro pra onde foi o dinheiro e esse aqui não é diferente. Fica muito claro o Pedro  vem aqui e fala que teve retorno de R$ 3,5 milhões, que ficou com parte do dinheiro, pagou 1,5 milhão o Chico Lima ficou com parte e o Afonso com outra. Ai vem o dono da área e fala que devolveu R$ 2,5 milhões para o cunhado dele".

Barbosa faz uma conta com base nos detalhes que Nadaf disse que utilizou o dinheiro sendo R$500 mil para ele, outros 500 mil para pagar o Grupo Milas de Comunicaão que praticava extorsão contra o grupo, pagou outros T% 150 mil para o empresário Alan Malouf do Buffett Leila Malouf. “Aonde que tem mais dinheiro pra pagar campanha minha aí. Isso é uma acusação infundada”, sustenta o ex-goverandor. Ele acredita que as microfilmagens que foram solicitadas já esclarecem o destino do dinheiro e provam que ele não ficou com qualquer parcela.

“É mais uma que as pessoas vem aqui ou no Ministério Público e delatam ou confessam pra me acusar e se livrar, como vou me defender desse monte de mentiras. Venho aqui nas condições difíceis me defender e dizer que não devo nada do que estão tentando imputar a mim", ressalta o peemedebista ao apontar as contradições no depoimento de Nadaf quando confrontado com o depoimento do médico e empresário Filiinto Corrêa. " O Pedro não pagou campanha nenhuma minha, é só ver pra onde foram esses cheques. Aqu o seo Filinto falou aqui que pagou tudo em cheques", argumeta Silval.

Selma Rosane pergunta Silval sobre uma reunião onde teriam combinado valores de propina ser levantado. Ele diz não se recordar de qualquer reunião neste sentido. Silval também responde questionamento da defesa de Arnaldo Alves e diz que é comum fazer suplementações orçamentárias. 
 

15h50 - Ex-governador nega integrar ou chefiar quadrilha. A denúncia é falsa", afirma Silval Barbosa. "Tirando o fato de eu ter assinado o decreto, não participei absolutamente em nada do que diz ai". Ele é questioando sobre reuniões citadas por Nadaf. Não autorizei ninguém a fazer reuniões pra pagar dívida de campanha. Não autorizei o Afonso a fazer reuniões em meu nome pra pagar dívidas de campanha. Não me reuni com Afonso e nem com Pedro Nadaf. Eu ouvi os áudios e são absurdas as contradições", afirma Barbosa. Não tenho participação nenhuma e no decorrer dos depoimentos fica muito claro aqui, pra mim, para o Ministério Público e acredito que para a senhora também. Algumas contradições chegam a ser absurdas", segue enfatizando o ex-governador.

15h45 - Começa o interrogatório do ex-governador Silval Barbosa que está preso no Centro de Custódia da Capital e, mais uma vez, veio ao Fórum de Cuiabá escoltado por agentes do sistema penitenciário mato-grossense. Silval é acusado de chefiar a organização criminosa e ser o responsável por transformar a área que seria parque de preservação ecológica, pela compra em duplicidade do terreno e pelo superfaturamento da compra que segundo o MPE, custou aos cofres estaduais R$ 7 milhões e desse valor R$ 3,5 milhões retornou para a organização criminosa devolvido pelo dono da área, Filinto Corrêa. 

15h20 - Chico Lima passa mal no presídio.  O procurador aposentado Chico Lima passou mal dentro do Centro de Custódia da Capital, unidade prisional onde ele está desde o último sábado quando foi recambiado do Rio de Janeiro, onde mora, para Cuiabá. O advogado dele, João Nunes da Cunha Neto esclareceu que a própria direção do Centro de Custódia achou prudente levar o procurador para atendimento num hospital particular, local onde ele segue realizando exames. Dessa forma, não será interrogado nesta segunda-feira. A defesa explica que ficou constatado que Chico Lima se queixou de dores neste domingo e nesta segunda a enfermagem do CCC constatou que ele fazia fribrilações fortes e que podem resultar em acidente vascular cerebral e até infarto do miocárdio. Dessa forma, segundo a defesa,  a direção do Centro de Custódia encaminhou o procurador ao hospital. Ele ficou internado, pois precisará de medicação intravenosa. 

15h10 - Réu nega ter recebido propina e isenta Silval- Arnaldo Alves garante que nunca recebeu qualquer tipo de propina e que Silval Barbosa também nunca lhe pediu para fazer nada ilegal. "Nunca pedi e nunca recebi nenhuma vantagem indevida pra ninguém e todos que trabalham comigo podem provar e sabem que essa não era minha forma de trabalhar”, afirma Arnaldo. Pedidos de suplementação de Silval – “Ele sempre foi muito respeitoso comigo e nunca me pediu nada que não fosse possível fazer. Eram pedidos normais. Nunca discuti o que fazer e porque fazer”. Termina o depoimento de Arnaldo. 

14h56 - Arnaldo não se lembra se participou de reunião onde foi combinado esquema de propina. “Eu não me recordo dessa reunião com eles. Nós tínhamos várias reuniões todas essas pessoas faziam parte do Condes (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Sobre essa reunião específica, o senhor me desculpa, mas não estou lembrado disso”, diz ele ao responder questionamento do promotor Marcos Bulhões. Arnaldo relata que o ex-presidente do Intermat, Afonso Dalberto, também participava de algumas reuniões do Condes quando ele pedia para participar.

O ex-secretário argumenta inda que o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) "só existe" e também o programa de infraestrutura Mato Grosso Integrado, destinado ao asfaltamento de rodovias estaduais, porque ele e a equipe da época conseguiram liberar recursos em Brasília junto ao BNDES. Volta a afirmar que fazia parte de sua rotina fazer suplementações orçamentárias. "Isso pra nós era uma rotina", diz Aernaldo sobre as suplementações e remanejamentos de recursos na Secretaria de Planejamento. 

14h45 - Arnaldo Alves alega que não sabia qual era a finalidade do dinheiro - O promotor de Justiça, Marcos Bulhões dos Santos questiona se Arnaldo sabia qual era a finalidade dos R$ 7 milhões que ele autorizou a suplementação, mas ele nega. "Eu não tinha conhecimento, só depois vim descobrir qual era a finalidade. Volto a dizer é muita coisa, você não entra na especificidade. Se cada coisa que o governador for fazer ele prestar contas pra gente ele não consegue trabalhar. Eu só vim saber disso agora", sustenta o ex-gestor. Ele também alega desconhecer que parte dos R$ 7 milhões que foram para o Intermat pagar o terreno voltou para os integrantes da organização criminosa. "Não tem necessidade de eu saber", ressalta.


Reprodução

Arnaldo Alves e Silval Barbosa são réus sob acusação de prejuízo de R$ 7 milhões

 

14h31 - Ex-secretário chora ao negar crime - Arnaldo segue descrevendo os trâmites internos dos processos na Secretaria de planejamento, nega ter praticado qualquer ilegalidade e chora. Com a voz embargada, ele para por um momento, limpa o rosto e depois retoma o depoimento. Afirma que não praticou qualquer ato ilegal de que possa se envergonhar. 

14h20 -Ex-secretário nega participação em esquema - Arnaldo diz que a suplementação orçamentária autorizada por ele para liberar recursos de outros setores para a aquisição do terreno foi legal. Diz que a autorização para quem mexe com orçamento parte sempre do governador. Diz que é um procedimento normal dentro da administração pública. “Eu não ordeno a despesa”, afirma o réu dizendo que sua atribuição enquanto secreetário era limitada à Secretaria de Planejamento. 

14h - O primeiro réu a prestar depoimento é o ex-secretário Arnaldo Alves, que atualmente é servidor público em Brasília lotado no gabinete do senador Cidinho Santos (PR). Ele inicia seu depoimento negando a participação no esquema envolvendo a compra irregular, por parte do Estado, do terreno que pertencia ao médico Filinto Corrêa da Costa. "A denúncia é falsa", responde Arnaldo para a juíza Selma Rosane. Contra Arnaldo pesa a acusação de ter autorizado a suplementação orçamentária de R$ 7 milhões facilitando o desvio do dinheiro público.

Arnaldo estava em liberdade, mas foi preso no dia 26 de setembro quando a Polícia Civil, por meio da Delegacia Fazendária (Defaz) deflagrou a 4ª fase da Operação Sodoma para investigar um prejuízo de R$ 15,8 milhões aos cofres do Estado envolvendo a desapropriação de um terreno de 55 hectares ao custo de R$ 31 milhões, no bairro Jardim Liberdade. 

 

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