Polícia já prendeu 15 ex-secretários de Silval | Gazeta Digital

Segunda, 20 de fevereiro de 2017, 10h47

TIMBRE DA CORRUPÇÃO

Polícia já prendeu 15 ex-secretários de Silval

Rafael Costa, repórter do GD


Chico Ferreira

Silval Barbosa

Na mira de investigação da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual (MPE), a gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) já registra a marca de 15 auxiliares diretos presos pela Delegacia Fazendária ou pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em decorrência de operações policiais de combate à corrupção.

Otmar de Oliveira/A Gazeta

Eder Moraes

Homem forte dos primeiros anos da gestão estadual, Eder Moraes exerceu as funções de secretário chefe da Casa Civil, presidiu a Agência de Execução de Projetos para a Copa do Mundo (Agecopa) e ainda assumiu a Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa).

Acusado pela Polícia Federal de liderar um amplo esquema de lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional que movimentou ilegalmente até R$ 500 milhões para manter um esquema de abastecimento de caixa 2 de campanha eleitoral, pagamento de propina a autoridades, compra de sentença judicial e até compra de uma vaga de conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado), Eder Moraes foi preso preventivamente no transcorrer da Operação Ararath e sentenciado a 81 anos de prisão pela Justiça Federal. Atualmente, recorre em liberdade.

Chico Ferreira

Pedro Henry

Nomeado para a Secretaria de Estado de Saúde e intitulado como o homem que revolucionaria o setor ao conciliar perfil técnico e político, o ex-deputado federal Pedro Henry (PP) foi preso após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 7 anos e 2 meses de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva na ação penal 470, popularmente conhecida como processo do mensalão do PT.

Atualmente, Henry está em liberdade após cumprir pouco mais de dois anos da pena e ser favorecido com um decreto de indulto de Natal assinado pela ex-presidente da República Dilma Rousseff (PT).

Em dezembro de 2014, quando foi deflagrada a Operação Edição Extra pela Polícia Civil, houve a prisão de dois secretários adjuntos. por conta da suspeita de participação em uma fraude de licitação para aquisição de material gráfico na ordem de R$ 44 milhões.


Roseli Barbosa

Em agosto de 2015, foi a vez de o Gaeco deflagrar a Operação Ouro de Tolo e prender preventivamente a ex-primeira dama Roseli Barbosa, pela suspeita de desviar até R$ 8 milhões dos cofres da Secretaria de Trabalho e Assistência Social. Também foi preso o auxiliar direto do ex-governador, o ex-chefe de gabinete Sílvio Cézar Corrêa de Araújo.

Atualmente, todos os atos da juíza Selma Arruda relativos a essa operação policial foram anulados pelo Tribunal de Justiça com o processo se iniciando do zero na condução de outro magistrado.

Arquivo

Marcel de Cursi

Em setembro, a Polícia Civil deflagrou a primeira fase da Operação Sodoma que se concentrou na apuração de um esquema de cobrança de propina para concessão de incentivos fiscais a empresas privadas.

Arquivo

Sílvio Correa e Pedro Nadaf

Naquela ocasião, foram presos preventivamente o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e os ex-secretários de Estado Pedro Nadaf (Casa Civil) e Marcel de Cursi (Fazenda). Em fevereiro de 2016, veio a tona a Operação Seven deflagrada pelo Gaeco, que apontou desvio de R$ 7 milhões dos cofres públicos na compra de um terreno.

Chico Ferreira/A Gazeta

José Nunes Cordeiro

Em consequência disso, foi autorizada a prisão preventiva do ex-presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Afonso Dalberto, do procurador aposentado do Estado, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o Chico Lima, conhecido por atuar diretamente no gabinete do ex-governador Silval Barbosa, e do ex-secretário adjunto de Administração, José Nunes Cordeiro.

Arquivo

Cesar Zílio e Pedro Elias

Posteriormente, na segunda fase da Operação Sodoma, foi preso preventivamente o ex-secretário de Administração César Zílio, que deixou a cadeia após firmar termo de colaboração premiada com o Ministério Público Estadual (MPE) se comprometendo a auxiliar a Justiça.

Na terceira fase, foi preso preventivamente o ex-secretário de Administração, Pedro Elias, que também deixou a cadeia após firmar delação premiada.

O ex-secretário de Planejamento, Arnaldo Alves, teve a prisão decretada na quarta fase da Operação Sodoma pela suspeita de participação em um esquema de desvio de dinheiro na fraude relacionada à desapropriação do bairro Jardim Liberdade I. Atualmente, responde ao processo em liberdade.

João Vieira

Francisco Faiad

Na quinta fase da operação policial, deflagrada no dia 14 deste mês, foi cumprido mandado de prisão contra o ex-secretário de Administração Francisco Faiad e o ex-secretário adjunto de Transportes e Pavimentação Urbana, Valdísio Juliano Viriato. Ambos já recorreram com pedido de liberdade. 

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