Agente da Sefaz paga R$ 200 mil e deixa cadeia; outro segue preso | Gazeta Digital

Sábado, 17 de junho de 2017, 12h14

operação zaqueus

Agente da Sefaz paga R$ 200 mil e deixa cadeia; outro segue preso

Alcione dos Anjos, repórter do GD


Otmar de Oliveira

Alfredo Menezes de Mattos Júnior

Após pagar fiança de R$ 200 mil, o agente de tributos da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), Alfredo Menezes de Mattos Júnior, conseguiu alvará de soltura e responderá o processo criminal em liberdade. Já o colega André Neves Fantoni, apontado como líder do esquema, não depositou o valor arbitrado como fiança de R$ 1,3 milhão na conta judicial e segue preso no Centro de Custódia de Cuiabá.

Os pedidos de habeas corpus feitos pelas defesas dos agentes da Sefaz foram julgados na última terça-feira (13) pela Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Os desembargadores concederam, por unanimidade, a soltura dos dois agentes, porém o relator do processo, desembargador Orlando Perri, arbitrou as fianças que deveriam ser pagas pelos réus para deixarem a prisão. Perri também determinou que os réus usem tornozeleiras eletrônicas e proibiu que frequentem bares, casas de jogos, boates, bocas de fumo e a sede da Sefaz.

Leia também - TJ fixa fiança de R$ 1,5 milhão para libertar agentes fiscais

No mesmo dia da decisão, a defesa de Alfredo Menezes depositou judicialmente o valor de R$ 200 mil na Conta Única do Judiciário e solicitou a liberdade do réu. No dia seguinte, ele foi liberado. O valor entregue por ele permanecerá penhorado e será utilizado para ressarcir os cofres públicos, em caso de condenação.

Os agentes foram alvos da “Operação Zaqueus”, deflagrada pela Delegacia Fazendária (Defaz) em 3 de maio para apurar fraude em um processo administrativo tributário pasta em que os envolvidos, mediante pagamento de propina, reduziram uma multa aplicada à empresa Caramuru Alimentos S/A de R$ 65,9 milhões para R$ 315 mil.

Além de Mattos Júnior e Fantoni, outro agente da Sefaz, Farley Coelho Moutinho, também é acusado de ter recebido propina de R$ 1,8 milhão para fraudar o auto de infração da Caramuru. Ainda foram denunciados pelo crime os advogados Sandra Mara de Almeida e Themystocles Figueiredo, delator do caso, e os representantes da empresa, Walter de Souza Júnior e Alberto Borges de Souza.

Farley já havia sido solto em 9 de maio, por meio de liminar concedida pelo desembargador Orlando Perri. O magistrado apontou que não havia provas que demonstrassem que o servidor teria sido beneficiado pelo esquema. 



Aguarde! Carregando comentários ...


// matérias relacionadas

Quarta, 03 de maio de 2017

15:33 - Advogado denunciou esquema milionário de fraudes da Caramuru


// leia também

Domingo, 25 de junho de 2017

10:30 - Silval aponta Nadaf como 'mentor' pelo desvio de R$ 15 milhões

Sábado, 24 de junho de 2017

11:53 - Júri inocenta 'Sandro Louco' por assassinato

Sexta, 23 de junho de 2017

19:38 - TJMT realiza 1º julgamento por videoconferência; réu foi o Sandro Louco

18:30 - Desembargador manda prender 6 militares; 2 são secretários

Quinta, 22 de junho de 2017

18:43 - Juíza mantém prisão de servidor gravado tentando subornar assessora

17:08 - STJ permite que Selma Arruda julgue processos contra Cursi

16:20 - Gaeco prende desempregado e acha R$ 474 mil na conta bancária

16:04 - Juíza nega pedido de Alan Malouf e autoriza imagens no Fórum

14:54 - TCE investiga participação de servidores em esquema de corrupção

14:12 - TJ livra prefeito de Querência de investigação por falsidade ideológica


 veja mais
Cuiabá, Domingo, 25/06/2017
 

GD Empregos

WhatsApp Twuitter
WhatsApp

Fogo Cruzado
titulo_jornal Domingo, 25/06/2017
F4efb389ae02fa6550d2b881ed704c83 anteriores




Indicadores Econômicos

Indicadores Agropecuário

Mais Lidas Enquete

Segundo a ONU a população mundial chegará a 8,6 bilhões até 2030, um aumento de 1 bilhão de pessoas em 13 anos.




waze

Logo_classifacil









Loja Virtual