Ministro autoriza Rogers a apresentar trabalho na Acadepol | Gazeta Digital

Terça, 05 de dezembro de 2017, 12h05

grampos ilegais

Ministro autoriza Rogers a apresentar trabalho na Acadepol

Celly Silva, repórter do GD


O ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), autorizou o ex-secretário de Estado de Segurança Pública, o delegado Rogers Elizandro Jarbas, a comparecer à sede da Academia de Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (Acadepol) na próxima quinta-feira (7), para apresentar seu trabalho de conclusão de curso de pós-graduação em Gestão em Segurança Pública.

A decisão foi proferida no último dia 1º e publicada nesta terça-feira (5). O deferimento do pedido formulado pela defesa de Rogers conta com parecer favorável do Ministério Público Federal (MPF).
A data para apresentação do trabalho acadêmico foi designada e comprovada nos autos pela banca de avaliação da Acadepol.

A petição do ex-secretário consta no inquérito que apura o esquema de interceptações telefônicas ilegais supostamente praticadas pelo alto escalão do governo e da Polícia de Mato Grosso. O caso tramitava no Tribunal de Justiça, mas, após pedido do governador Pedro Taques (PSDB), que é acusado de prevaricação pelo promotor de justiça Mauro Zaque, denunciante do escândalo, foi remetido ao STJ.

O pedido do ex-secretário se justifica pelo fato de estar submetido à diversas medidas cautelares, como a proibição de frequentar qualquer estabelecimento do governo ou da Polícia Civil.

Rogers Jarbas foi alvo por duas vezes de operações ligadas à chamada “grampolândia pantaneira”. No dia 20 de setembro, ele foi afastado do cargo de secretário de Segurança Pública do Estado pelo desembargador Orlando Perri, por conta da acusação de obstrução de justiça. Na ocasião, ele foi submetido ao uso de tornozeleira eletrônica. Em seguida, o delegado também foi exonerado da Sesp.

Uma semana depois, Rogers foi preso preventivamente na operação Esdras, juntamente com outros membros do alto escalão do governo, novamente pela acusação de obstrução de justiça, ou seja, tentativa de atrapalhar as investigações sobre os grampos ilegais. 

A prisão preventiva acabou sendo revogada após a remessa dos autos ao STJ, que substituiu aprisão por medidas cautelares, como a proibição de manter contato com demais investigados, frequentar órgãos do governo e recolhimento noturno.

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