Promotor pede ao STJ nova prisão de pastor acusado de estupro em Cuiabá | Gazeta Digital

Quarta, 06 de dezembro de 2017, 15h47

duas menores

Promotor pede ao STJ nova prisão de pastor acusado de estupro em Cuiabá

Karine Miranda, repórter do GD


O coordenador Núcleo de Apoio para Recursos (Nare) do Ministério Público Estadual (MPE), promotor Marcos Regenold Fernandes, ingressou com recurso junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a decisão do Tribunal de Justiça, que determinou a liberdade do pastor Paulo Roberto Alves, 52 anos.

O pastor foi solto após ficar quase dois meses preso sob a acusação de estupro de vulnerável de duas menores de 11 e 16 anos, em Cuiabá. Ele é acusado de ter estuprado as menores e, depois disso, ter pago R$ 100 para a tia e R$ 50 para a sobrinha.

Leia mais - Justiça determina que pastor vá para cadeia; surgem mais denúncias

Reprodução Facebook

Promotor pede ao STJ nova prisão de pastor 

De acordo com o recurso, a decisão dos desembargadores de Mato Grosso teria ido contra a orientação do próprio STJ quanto à revogação da custódia cautelar ser baseada exclusivamente em predicativos pessoais favoráveis, como o pastor ser réu primário, ter residência fixa e emprego.

Paulo  obteve liberdade em 11 de outubro, por decisão da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Leia mais - Pastor acusado de estuprar menina de 11 anos é colocado em liberdade

“Mesmo após considerar existentes indícios suficientes de autoria e materialidade, entendeu por bem soltar o recorrido, com algumas condições, justificando assim a plena recorribilidade, cabimento e adequação do presente Recurso Especial”, diz trecho do documento.

O promotor aponta ainda que o recurso é tempestivo e merece acolhimento do STJ, uma vez que é “inegável” que, na condição de pastor, Paulo Roberto tem enorme poder de persuasão e influencia sobre os fieis “chegando a ser considerado, pelo menos providos de intelecção, como enviado divino”.

Isso, segundo o promotor, favoreceria a prática de novos delitos sexuais, que caracteriza sua periculosidade ao convívio social. “No caso em análise, é imperioso garantir a ordem pública, ainda mais diante da maior reprovabilidade da conduta imputada ,e ainda, pelo fato de ser o recorrido pastor de igreja”, destaca.

Por isso, diz o promotor, a necessidade de nova prisão e não apenas aplicação de medidas cautelares.

Milagres – Apesar do MP apontar a possibilidade de novos crimes, o pastor já anunciou sua inocência, disse que retornou à Igreja Assembleia de Deus e vai "operar milagres" pelo país. Em um vídeo publicado em sua página em uma rede social, ele se diz surpreso com o “carinho” que obteve na igreja e das pessoas de 39 países que enviaram recados apoiando sua decisão do retorno à igreja.

Leia mais - Após prisão, pastor acusado de estupro diz que vai operar milagres
 

Gazeta Digital também está no Facebook, YouTube e Instagram   



Aguarde! Carregando comentários ...


// leia também

Quarta, 13 de dezembro de 2017

17:26 - TJ mantém juíza Selma em processo contra oficial de justiça

16:39 - Maurício Guimarães é condenado por fraude em licitação

15:50 - TJ revoga prisão de policial do Gaeco acusado de vazar informações

14:32 - IFMT deve publicar membros de banca nos seus concursos públicos

11:37 - 'Não vou colocar no ombro de quem não deve', diz Riva

10:20 - Riva é alvo de mais uma fase da Operação Ararath

10:08 - Ararath ainda tem 45 inquéritos em andamento

Terça, 12 de dezembro de 2017

17:52 - Desembargadora nega a prática de supersalários no TJ

17:05 - TJ de Mato Grosso já informou valores dos salários dos magistrados - veja lista

16:44 - Ministro nega autorização para Chico Lima morar no Rio de Janeiro


 veja mais
Cuiabá, Quarta, 13/12/2017
 

Facebook Instagram


Fogo Cruzado
titulo_jornal Quarta, 13/12/2017
4d4ff3f31814f4dd069405738f837313 anteriores



Indicadores Econômicos

Mais Lidas Enquete

Vereadores de Cuiabá criaram o 13º salário para si mesmos




Logo_classifacil









Loja Virtual