Eraí Maggi barra reintegração de posse e fica com fazenda do Rei do Algodão | Gazeta Digital

Domingo, 04 de fevereiro de 2018, 07h30

nova decisão judicial

Eraí Maggi barra reintegração de posse e fica com fazenda do Rei do Algodão

Karina Arruda, repórter de A Gazeta


Divulgação

Fazenda objeto da disputa foi arrematada por R$ 88 milhões pelo Grupo Bom Futuro de Eraí Maggi, mas 

A Fazenda Marabá, em Campo Verde, alvo de disputa judicial entre 2 gigantes do agronegócio, teve a reintegração de posse derrubada pela Justiça, em decisão favorável ao grupo Bom Futuro. A área de propriedade do grupo JPupin foi arrematada em leilão pela empresa de Eraí Maggi no ano passado. Desde então, o ato é questionado judicialmente pelo grupo JPupin, em recuperação judicial, que pede a reintegração da área e o cancelamento do leilão.

Após decisão favorável aos Pupin, o grupo Bom Futuro recorreu e o Tribunal de Justiça de São Paulo reconheceu a legalidade do leilão e restaurou os efeitos do certame.

O juiz Gastão Toledo de Campos Mello Filho considerou os argumentos da defesa do Grupo Bom Futuro e avaliou que o leilão não resultou em prejuízo à massa de credores que consta na recuperação judicial do Grupo JPupin. “(...) a arrematação não se deu em prejuízo à massa de credores, visto que a recuperação judicial da devedora principal foi deferida apenas em 19/10/2017, um mês após o registro da carta de arrematação”, afirma o juiz na decisão de 31 de janeiro.

Por meio de nota, o Grupo JPupin informa que irá recorrer da decisão. “A empresa está tranquila quanto à reversão da decisão proferida pela presidência do TJSP, uma vez que já foi comprovada a fraude no leilão do imóvel feito pelo banco Santander e arrematado pelo Grupo Bom Futuro”, cita em nota.

Divulgação

Grupo Bom Futuro, do Rei da Soja, Eraí Maggi, consegue suspender reintegração de posse e fica com a Fazenda Marabá

Após a decisão, funcionários do Grupo JPupin chegaram a registrar boletins de ocorrência na Polí- cia relatando agressões e intimidações cometidas por funcionários da Bom Futuro na propriedade.

Sobre as acusações, a reportagem entrou em contato com a assessoria jurídica do Grupo Bom Futuro por telefone, mas as ligações não foram atendidas. O Grupo JPupin afirma que está tomando as providências para resolver a questão e resguardar a segurança dos 84 moradores que residem na área há mais de 30 anos.

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