Assassino é condenado a 51 anos de prisão por estuprar e matar jovem deficiente | Gazeta Digital

Quarta, 07 de fevereiro de 2018, 07h55

Assassino é condenado a 51 anos de prisão por estuprar e matar jovem deficiente

Dantielle Venturini, repórter de A Gazeta


A Justiça de Mato Grosso condenou a 51 anos de prisão o assassino da jovem Cristiellen Mariana Rezende, 14 anos, que tinha deficiência mental e foi morta com requintes de crueldade após ter sido estuprada por Sinval Gomes da Fonseca, de 48 anos. O crime, que chocou a população em Mato Grosso, aconteceu na cidade de Tabaporã (643 km a médio-norte de Cuiabá), no dia 27 de outubro do ano passado.

Sinval foi julgado no último dia 31 de janeiro e condenado a 51 anos um mês e quinze dias de prisão em regime fechado. Na época, mesmo respondendo a outros crimes, inclusive estupro, Sinval estava solto e morava ao lado da casa da mãe da jovem há cerca de 10 meses. Ele chegou a fazer trabalhos como pedreiro na casa onde a jovem morava.

De acordo com a família de Cristiellen, a condenação do assassino traz um pouco de consolo em relação ao fato de que ele não cometerá mais crimes deixando outras vítimas como a jovem. “Estamos satisfeitos pela condenação, pois ele vai ficar anos e não fará isso com mais ninguém. É o que esperamos porque ela não vai voltar mais”, afirmou a irmã Josy Rezende.

Segundo ela, foi a mãe que encontrou o corpo de Cristiellen na casa do assassino, que foi preso em flagrante. Ao chegar em casa, a mãe da jovem encontrou a comida pronta no fogão, a roupa lavada, mas Cristiellen não estava. Foi então que a mãe solicitou ajuda a vizinhos que moram perto e começaram a fazer as buscas. Ainda segundo a irmã de Cristiellem, a mãe abriu a porta da residência e se deparou com marcas de sangue no chão. Depois de procurar a filha sem sucesso, ela encontrou o vizinho no banheiro com ferimentos no braço. Foi socorrido e levado para a delegacia depois de receber atendimento.

Em uma nova busca feita na residência o corpo foi encontrado por ela embaixo da cama. Além das marcas de facadas, o corpo tinha sinais de estrangulamento e estupro. Sinval foi preso em seguida e confessou o assassinato, mas alegou à polícia que estava embriagado e não se lembra o motivo que o levou a cometer o crime.

Outros crimes

Conforme Josy, Sinval havia mudado para a cidade há aproximadamente 10 meses, e era um vizinho prestativo. “Ninguém sabia nada da vida dele, mas demonstrava ser uma ótima pessoa sempre prestativo e bom vizinho”. Sinval havia saído da cadeia e se mudado para a cidade onde não tinha conhecidos. Ele respondia por crimes de tentativas de estupro e estupro, e costumava agir da mesma forma com as vítimas, utilizando faca para atacá-las.

Em 2014 foi preso em Juara (709 km a médio-norte de Cuiabá), após atacar uma mulher com golpes de faca em frente a sua residência. A vítima relatou que foi seguida pelo suspeito e que ao se aproximar de sua residência foi abordada e que com um canivete a ameaçou dizendo que queria manter relações sexuais com ela.

Ao perceber a aproximação de um veículo a mulher começou a gritar pedindo por socorro, foi quando Sinval desferiu um golpe com o canivete que atingiu a sua boca. Ele foi preso e confessou o crime. Em 2005, foi preso também em Juara, acusado de estuprar uma mulher de 35 anos e tentar estuprar uma duas jovens de 14 e uma senhora de 40 anos.

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