Pedido de soltura de Zaqueu e Gerson serão julgados na sexta | Gazeta Digital

Quarta, 07 de fevereiro de 2018, 10h22

POLíTICA DE MT

Pedido de soltura de Zaqueu e Gerson serão julgados na sexta

Celly Silva, repórter do GD


O juiz Murilo Moura Mesquita, da 11ª Vara Criminal Militar, dará início na próxima sexta-feira (9), às 8h30, às audiências de instrução e julgamento de quatro coronéis e um cabo da Polícia Militar acusados de participar do esquema de interceptação telefônica ilegal e obstrução à justiça no caso, que ficou conhecido como “grampolândia pantaneira”.

São réus na ação penal, que tramita em sigilo, os coronéis Zaqueu Barbosa (ex-comandante geral da PM), Evandro Alexandre Ferraz Dias Lesco (ex-chefe da Casa Militar), Ronelson Jorge de Barros (ex-adjunto da Casa Militar), Januário Antônio Edwiges Batista (ex-comandante do 4º BPM) e o cabo Gerson Luiz Ferreira Corrêa Júnior (ex-investigador de inteligência no Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado).

Chico Ferreira/Alan Cosme/Hipernotícias

Coronel Zaqueu e cabo Gerson terão pedidos de soltura analisados na sexta

Nesta primeira audiência, serão ouvidas testemunhas de acusação. Também será deliberado pelo magistrado e pelo Conselho Especial de Justiça, composto por coronéis da PM, os pedidos de liberdade de Zaqueu Barbosa e Gerson Corrêa, que foram os primeiros a serem presos após surgido o escândalo, em maio do ano passado.Os julgadores também vão deliberar sobre os pedidos de revogação de medidas cautelares.

Tendo como um dos investigados o governador Pedro Taques (PSDB), o escândalo dos grampos foi parar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em setembro do ano passado, sob a relatoria do ministro Mauro Campbell. Mas em dezembro, ele determinou a remessa dos autos relativos aos acusados sem foro privilegiado para as respectivas instâncias. Os militares são julgados na Vara Militar, na Justiça estadual.

O caso veio a tona em maio do ano passado, quando o promotor de Justiça Mauro Zaque denunciou em rede nacional o esquema de espionagem clandestina por meio da chamada “barriga de aluguel”, que é a inserção de números de telefones de pessoas inocentes em ações judiciais de interceptação telefônica para monitorar criminosos. Foi o que aconteceu com centenas de pessoas, incluindo políticos, jornalistas, advogados e profissionais liberais, especialmente que atuavam na oposição ao atual governo.

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