01.08.2016 | 09h01
O governador Pedro Taques (PSDB) chegou ao município de Chapada dos Guimarães (64 km de Cuiabá) neste domingo (31) com uma recepção não muito calorosa.
Taques foi até a cidade receber o título de Cidadão Chapadense. Mas, servidores públicos da rede estadual de ensino básico o recebeu sob vaias, com cartazes de protesto, buzinaço e ao som do 'lambadão da RGA'. Eles reivindicavam o pagamento integral da Revisão Geral Anual.
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Entretanto, este não foi o único episódio de constrangimento que o governador passou neste fim de semana. Sexta-feira (29) ele esteve em Juara (650 de Cuiabá) para inaugurar 69 km de asfalto reconstruído da MT-220.
Servidores da Educação tentaram agendar uma reunião com o chefe do Executivo para tratar da greve dos trabalhadores que já chega ao seu 62º dia neste domingo, sem sucesso. Sem uma resposta com data e local combinados para que a reunião acontecesse, Taques foi embora sob vaias e gritos de protesto.
Assista a manifestação em Juara
O presidente do Sindicato dos Servidores no Ensino Público (Sintep-MT), Henrique Lopes, explica que essas manifestações pontuais estão acontecendo antes mesmo de a greve ter começado, porém nos últimos dias estão mais intensificadas.
"Há uma deliberação da categoria que enquanto a greve durar, onde o governador estiver, que sejam feitos protestos. É assim que tem sido. Todas as manifestações são organizadas pelas subsedes", esclarece Lopes.
Nesta segunda-feira (1), a categoria realiza assembleia geral para decidirem se suspendem ou se fazem a manutenção da paralisação. O presidente do sindicato adianta que, pelos ânimos dos servidores, a greve continua.
"O conselho de representantes está indicando à assembleia geral a continuidade. Desde o início da greve não nos reunimos com o governador e esperamos que haja agilidade da parte do governo em atender o último ponto da pauta, que é a econômica", afirma Henrique.
A categoria reivindica a integralidade do piso, prevista na Lei Complementar número 510/2013, antes da próxima data base, que é maio de 2017, para evitar que a próxima correção salarial sofra perdas. A lei da RGA, aprovada na Assembleia Legislativa em 29 de junho deste ano, garante 7,36% de reajuste sendo a primeira parcela em setembro (2%) deste ano. As outras parcelas, até chegar aos 11,28%, serão pagas até o ano que vem. A Lei 510/13 fixa o reajuste de mais 7% para a categoria.
“Só vamos conseguir dobrar nosso poder de compra se o valor fixo, que já está sendo pago, for mantido, junto com a RGA integral, senão teremos perdas. Sem isso, nosso piso que é R$ 2.096 inicial, por 30 horas, não vai chegar aos 2.331, que queremos”, explica Lopes.
Outro lado
A reportagem do GD tentou contato com secretários e assessores de comunicação do governo do Estado para comentar os últimos acontecimentos. Não fomos atendidos e nem houve retorno até a publicação desta matéria.
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