Férias, descanso e viagem | Gazeta Digital

Sábado, 18 de novembro de 2017, 00h00

Férias, descanso e viagem

Jairo Pitolé Sant"Ana


A notícia não é nova, mas é curiosa e bem ilustrativa da necessidade do ser humano de vez em quando dar um tempo no trabalho e descansar. Os (trabalhadores) japoneses, por exemplo, são conhecidos por serem workaholics Leio que a Lei Padrão de Trabalho daquele país determina que os empregados tirem até 20 dias de férias por ano.

Mesmo assim, menos da metade aproveita este tempo para descansar, enquanto a maioria usa apenas nove dias por ano e um em cada seis trabalhadores japoneses sequer tira férias. Já os franceses, e boa parte dos europeus, são mais radicais: 93% curtem seus 37 dias anuais para recuperar as energias.

Certa vez, faz muito tempo, escrevi uma matéria para um jornal daqui de Cuiabá sobre a necessidade de não permanecer no mesmo espaço (qualquer que seja ele: casa, bairro ou cidade, principalmente), quando se está de férias. A fonte, se não me falha a memória, foi um profissional ligado à medicina do trabalho.

Lembro-me, como se fosse agora, uma de suas observações. Segundo ele, é importantíssimo aproveitar este período, especialmente para os mortais comuns, e mudar de ares. Ele me disse: "não é necessário viajar para o exterior ou para qualquer outro ponto do país. Se a pessoa não tiver dinheiro, basta ir à casa de um amigo ou parente, mesmo que more na roça. O importante é sair do espaço onde se convive o ano inteiro". Ou seja, trabalho, casa, botequim, cinema ou a igreja do entorno de onde mora.

Mesmo antes desta entrevista, eu, pessoalmente, sempre viajei em meus períodos de férias. Desde os 15 anos de idade, quando, como office boy de um escritório de contabilidade, comecei minha vida profissional. Mas, às vezes, acontece um ou outro imprevisto. E comigo não foi diferente. Por causa de um problema pessoal e familiar, desde 2015 não viajava a lazer.

Mas neste ano não titubeei. Mesmo que seja por 20 dias, arrumamos nossas malas e partimos. Adeptos do turismo gastronômico e cultural, paramos, primeiramente, em São Paulo, onde visitamos a exposição de Di Cavalcanti, na Pinacoteca, o recém-aberto Instituto Moreira Salles, fomos ao teatro (Morte Acidental de um Anarquista, de Dario Fo) e assistimos a alguns filmes, que dificilmente serão exibidos em Cuiabá, como O Formidável (sobre o cineasta francês Jean Luc Godard, diretor entre outros de Acossado e O Desprezo) e o brasileiro Gabriel e a Montanha.

No quesito gastronômico, as experiências também foram muitas, desde a mais clássica pizza paulistana aos restaurantes de chefs premiados e de jovens que enveredam por esse mundo cheio de possibilidades com suas propostas inovadoras.

Podem crer. É um santo remédio para pôr fim ao estresse do dia a dia.

Jairo Pitolé Sant"Ana é jornalista em Cuiabá e sócio da Coxipó, Assessoria de Imprensa. E-mail coxipoassessoria@gmail.com

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