Respeito à vida e aos doentes | Gazeta Digital

Domingo, 19 de novembro de 2017, 00h00

Respeito à vida e aos doentes

da editoria


Para além das questões éticas que permeiam inúmeras decisões na vida das pessoas, o olhar de humanidade deve estar posto como um farol a iluminar todas as facetas que possam interferir nessas decisões. Em carta à Associação Médica Mundial (AMM) reunida na quinta-feira (17), na Cidade do Vaticano, o papa Francisco reafirmou a posição da igreja católica contra a eutanásia, mas defendeu como perfeitamente lícito que um paciente abandone os cuidados terapêuticos que prolongam a sua vida de forma pouco humana.

Segundo Francisco, "é moralmente legal desistir ou parar os cuidados terapêuticos quando seu uso não atende aos padrões éticos e humanísticos (...) Isso é o que chamamos de a justa proporção no uso de medicamentos".

A fala do Papa cai mais uma vez, como alívio na vida de milhares de famílias que vivem esse drama diariamente com quadros irreversíveis de recuperação da saúde de seus entes queridos. Quando precisam decidir se autorizam prosseguir com alguns tratamentos extremamente invasivos, se optam por deixar que a doença avance a seu tempo fazendo uso apenas da chamada terapêutica paliativa que proporciona alivio de dores, ou se aceitam a vontade do paciente de não prosseguir adiante com algumas terapêuticas.

Nesse ponto, o dilema entre a vida e a morte é uma linha tênue que perpassa questões de foro íntimo e que esbarra também em atavismos religiosos ainda muito arraigados à cultura ocidental. Aliás, a morte é ainda uma difícil questão para a humanidade.

Em sua orientação, o pontífice não só reforçou o alerta contra a eutanásia, como convidou à reflexão ao trazer a expressão "encarniçamento terapêutico", pedindo respeito pela vida e por cada doente.

Cuidadoso, reconheceu os avanços a passos largos da Medicina, mas lembrou que nem sempre são eficazes, levando o paciente a um sofrimento desnecessário.

Com exceção dos Estados Unidos, há legislações específicas sobre a eutanásia em poucos países como Holanda - primeiro país a legalizar o ato e o suicídio assistido -, Bélgica, Suíça e Alemanha. Na América do Sul, Uruguai e Colômbia adotam um procedimento que faculta aos juízes isentarem quem comete o que chamam de "homicídio piedoso".

Só para saber, a Associação Médica Mundial considera a eutanásia médica (praticada por um médico) e o suicídio assistido (praticado por um paciente) como um ato antiético.

Gazeta Digital também está no Facebook, YouTube e Instagram   



Aguarde! Carregando comentários ...


// leia também

Terça, 16 de janeiro de 2018

00:00 - Allons Enfants de la Patrie

00:00 - Terrorismo ambiental

00:00 - O nosso guia e o mito

00:00 - Noruega e nórdicos

00:00 - Ninguém quer a guerra!

Segunda, 15 de janeiro de 2018

16:02 - Cuidados na compra de imóveis

15:56 - Os candidatos e suas circunstâncias

00:00 - Somos o que pensamos e fazemos

00:00 - Riscos toxicológicos aos alimentos

00:00 - Marli Keller presente!


 ver todas as notícias
Cuiabá, Terça, 16/01/2018
 

Facebook Instagram


Fogo Cruzado
titulo_jornal Terça, 16/01/2018
525898e38d98c5884d744481421366ca anteriores



Indicadores Econômicos

Mais Lidas Enquete

O próximo presidente da República deve dar importância aos direitos humanos?




Logo_classifacil









Loja Virtual