Feriados | Gazeta Digital

Segunda, 20 de novembro de 2017, 00h00

Feriados

da editoria


Já passamos da metade de novembro, o ano está indo embora, e só neste mês o comércio sofre na pele, ou melhor, no caixa, com três feriados. A terceira data comemorativa do mês será na próxima segunda, com o Feriado Estadual do Dia da Consciência Negra. Pelos cálculos da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL), cada data não trabalhada corresponde a um prejuízo de 4% no faturamento mensal da empresa. O comerciante que preferir abrir as portas nessa segunda, após uma sequência de feriados prolongados, sabe que terá que colocar a mão no bolso e correr riscos, afinal, o empregado deverá receber a hora extra dobrada, mas sem direito a folga posterior. A situação econômica e a consequente quedas nas vendas deixou o setor tão instável que nas ruas centrais de Cuiabá, até a última sexta-feira, muitos comerciantes ainda não haviam decidido se compensaria o sacrifício de abrir as portas.

Por outro lado existe uma onda positiva dentro da própria CDL e a Fecomércio que apostam num fator novo: a antecipação das compras de Natal. Como há uma quantidade significativa da clientela que recebe salários do poder público, e o pagamento foi feito recentemente, há esperanças de que essa fatia da população aproveite a segunda-feira para ir às compras. Nesse quesito, é lógico que os shopping centers levam vantagem, por oferecerem uma gama de serviços e entretenimento que o comércio das ruas apertadas do centro histórico não tem. Aliás, nem o estacionamento rotativo foi reativado ainda e isso influencia de forma decisiva no desempenho das vendas desse segmento. Cabe à Prefeitura de Cuiabá decidir de uma vez por todas se reativará a Faixa Verde ou Azul - a cor não importa - empregando idosos ou adolescentes - ou se fará a concessão dos serviços para uma empresa privada. Surpreende a parcimônia com que o próprio comércio assiste a essa letargia oficial.

As perdas com o número maior de feriados em dias de semana ao longo de 2017 e a ocorrência de mais datas comemorativas às terças ou quintas-feiras, que muitas vezes levam a folgas esticadas, foram calculadas por importantes setores da economia nacional. Indústria e varejo, por exemplo sustentam que o calendário mais recheado de períodos de interrupção da produção e restrição ao comércio causa prejuízos às duas atividades. Estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) calculou que as perdas das fábricas no país, tanto pelo que deixam de vender quanto pelo custo de ter de parar e retomar a atividade nas linhas, chegariam a R$ 66,8 bilhões este ano, valor equivalente a 4,4% do PIB do setor. No ano passado, a redução teria sido de R$ 55,3 bilhões, 4% da riqueza potencial. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP) calcula que, para o varejo nacional, o dano financeiro soma R$ 10,5 bilhões, 2% acima do ano passado.

Para fazer a sua projeção, a Firjan levou em consideração a existência de nove feriados nacionais e cinco pontos facultativos, sendo que três destes últimos (segunda e terça-feira de Carnaval e Corpus Christi), por tradição, também se tornaram, em regra, dias sem jornada de trabalho. 2017 é o ano com o maior número de feriados em dias úteis desde 2008. Serão R$ 27,6 bilhões a menos em tributos federais, estaduais e municipais.

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