Mundo insano | Gazeta Digital

Sexta, 01 de dezembro de 2017, 03h00

Editorial

Mundo insano

Da Editoria


O mundo corre o risco de ficar refém de dois irresponsáveis. Ou melhor, de um lunático e um fanfarrão que trata a presidência dos Estados Unidos como um "TV Show". No lado oposto ao do controverso Donald Trump, está um moleque crescido que não teve infância. Kim Jon Un, quarto nome de uma dinastia de tiranos, comanda um país asiático obscuro, sobre o qual quase nada se sabe, mas que concentra todas as suas forças em produzir mísseis e armas de destruição em massa. E o jovem com traços de psicopata adora brincar de apertar botões. Vive a provocar seus vizinhos e, principalmente, desafiar os EUA. Porque seria a glória máxima para a pequena Coreia do Norte bombardear algum alvo norte-americano e entrar para a história. O país governado por Kim segue uma das ditaduras mais insanas de todo o mundo. A população, em sua maioria, passa necessidades, mas é obrigada a venerar seu líder máximo. Obrigação mesmo, pois os casos de rebeldia são punidos severamente, com a morte. Os recursos são quase todos direcionados para operações militares. Nesta semana, o garoto maluco se gabou de ter testado um míssil que é capaz de viajar pelo planeta e atingir qualquer alvo norte-americano. A resposta do governo americano para a ameaça? "Caso os EUA sejam atacados, iremos destruir totalmente a Coreia do Norte". Esse "destruir totalmente" não inclui apenas atacar alvos militares ou matar seus comandantes. Basta olhar um pouco para o retrovisor da história e lembrar a bomba de Hiroshima, lançada pelos americanos em resposta ao ataque de Pearl Harbor, efetuado pelos japoneses em uma base naval dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial. Ou seja, a resposta a um eventual ataque norte-coreano será desproporcional e ceifará incontáveis vidas inocentes. Ou alguém duvida que Trump teria alguma compaixão por quem nada tem a ver com a infantil guerra de palavras entre os dois líderes?

O mandatário da Casa Branca é adepto fervoroso das redes sociais. Constantemente mete os pés pelas mãos e se comporta como uma pessoa qualquer, classificada como "sem noção". Na terça-feira, ele compartilhou em seu twitter um vídeo em que surgem supostas agressões cometidas por muçulmanos contra cristãos. A intenção é reforçar o discurso xenófobo e preconceituoso contra a religião islâmica. A porta-voz da presidência, ao ser questionada sobre o vídeo, disse que Trump assim o fez porque os muçulmanos apresentam uma "ameaça real" aos norte-americanos. As imagens, cuja legitimidade não pode ser comprovada, partiu de um grupo britânico de extrema-direita, que se empolga com cada manifestação retrógrada do presidente. Trump e Kim Jon Un parecem personagens retirados de uma história em quadrinhos, com um roteiro pouco criativo que mostra, de um lado, um ditador fanático querendo destruir o mundo e de outro um típico americano medíocre, fechado em seu mundo, decidindo os destinos do povo de seu sofá. Não seria surpresa se toda essa tensão não passasse de jogo de cena, para manter a indústria da guerra ativa e justificar a aplicação de bilhões de dólares em armamento e "brinquedos" para a diversão da dupla.

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