Faça engenharia de minas | Gazeta Digital

Quarta, 17 de janeiro de 2018, 00h00

Faça engenharia de minas

Caiubi Kuhn


O mês de janeiro marca para muitos estudantes o final de um ciclo e o início de uma nova etapa. É chegada a hora de tentar garantir uma vaga no sistema de seleção unificada (SISU/ENEM), porém, muitos estudantes ainda estão em dúvida sobre qual profissão escolher. Com o intuito de auxiliar nesta escolha este artigo irá apresentar um pouco sobre o Curso de Engenharia de Minas.

O ser humano começou a extrair rochas da natureza no início de sua evolução. O domínio sobre os bens minerais marcam tanto a história da humanidade que chegam a dar nomes para alguns dos períodos de nossa evolução social, por exemplo, a idade da pedra lascada, a idade da pedra polida, a idade do bronze e a idade do ferro. A mineração hoje está em tudo e o engenheiro de minas é o profissional que estuda a melhor forma de retirar um minério e disponibilizá-lo para a sociedade.

Ao se deparar com a necessidade de optar por uma profissão, é natural que os estudantes indaguem a possibilidade de a área escolhida existir ou não em um futuro próximo. Pois bem, a mineração e o engenheiro de minas com certeza continuarão a existir nos próximos séculos. Os aparelhos tecnológicos, as casas, os carros, ou mesmo as plantações necessitam de minerais e rochas para serem produzidos, desta forma, sempre existirá uma demanda por insumos básicos extraídos da mineração.

Um segundo questionamento dos vestibulandos trata-se do mercado de trabalho e das perspectivas profissionais. Como já dito anteriormente, o engenheiro de minas geralmente trabalhará em empresas de mineração. O salário inicial da profissão está em 8,5 ou 6 salários mínimos para respectivamente 8 ou 6 horas diárias. Vale ressaltar que nos bons momentos da mineração onde a demanda por minérios é muito alta, as remunerações tendem a aumentar.

Mas o que o acadêmico de engenharia de minas estuda? Como qualquer outra engenharia, nos primeiros semestres são lecionadas disciplinas relacionadas às áreas de física, química e matemática. Nos semestres posteriores, as disciplinas são voltadas para o entendimento de conceitos de geologia e para formação específica na área de engenharia de minas.

O setor mineral contribui em geral com ao menos 4% do Produto Interno Bruto (PIB) e com cerca de 20% das exportações, ou seja, a mineração desempenha um importante papel na economia do Brasil. Os municípios de Nobres, Cáceres, Tangará da Serra, Cuiabá, Alta Floresta, Peixoto de Azevedo, Poconé, Pontes e Lacerda, Nova Lacerda, Nova Xavantina, são alguns dos locais no Estado de Mato Grosso onde se desenvolvem atividade de mineração tendo com principais produtos calcário ou/e ouro. Importantes empreendimentos de mineração estão sendo implementados em outros locais no Estado, destacando-se entre eles o projeto de mineração da Votorantim Metais em Aripuanã. Ou seja, como engenheiro de minas, você tanto pode trabalhar em Mato Grosso ou em outros lugares do Brasil e do mundo como, por exemplo, o Canadá e a Austrália.

Se você gostou do que leu e quer saber mais informações sobre o curso de engenharia de minas, basta entrar no site da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) para acessar mais informações. Se você acha que algum amigo ou amiga tem perfil para o curso de engenharia de minas, repasse esse artigo para eles. A mineração existe hoje e existirá amanhã, e você pode ser um(a) futuro(a) engenheiro(a) de minas. Venha para a Engenharia de minas da UFMT, campus Várzea Grande.

Caiubi Kuhn é geólogo, mestre em Geociências pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

Coordenador de Curso de Engenharia de Minas, Campus de Várzea Grande, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). E-mail: caiubigeologia@hotmail.com

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