A política e os políticos | Gazeta Digital

Sábado, 20 de janeiro de 2018, 00h00

A política e os políticos

Rapphael Curvo


Um corrupto vai a julgamento em segunda instância do Poder Judiciário. Condenado em primeira instância com provas cabais de sua culpa, inclusive com a própria declaração do bem, prova do crime de corrupção, no seu imposto de renda por cinco anos. Mesmo assim ainda há aqueles que, mesmo com outros inúmeros desvios de bens e aceites de propinas, fora as falcatruas, acertos nada republicanos e fajutas palestras para justificar recebimento de "honorários" advindos de favorecimentos de obras e tantos outros malfeitos, piamente defendem o seu chefe sob o argumento de "tramas das elites". O que assistimos no Brasil de hoje é horripilante e escabroso. Os quadrilheiros fazem ameaças aos poucos juízes decentes que ainda labutam nos tribunais, sem a menor cerimônia. O fazem porque sabem que não há moral nas forças de comando do País para tomar qualquer atitude contra essas mazelas, estão todos corrompidos e desmoralizados e grande parte deles feitores da quadrilha.

Isto é o máximo exemplo de que a política no Brasil é mera estrutura de fachada para ações de marginais que, sob o manto da correta Política, na mais verdadeira acepção da palavra, serve de estampa a covil de bandidos e malfeitores que sugam da população as esperanças, sonhos e o dinheiro recolhido sob as mais variadas formas de tributos. Não é da Política a culpa das ações desses quadrilheiros, mas dos homens que se utilizam dela para se locupletarem e trazer a todo um povo sofrimento e muita miséria. A falta de uma boa formação familiar gerou hordas de pessoas desqualificadas na sua estrutura psíquica e que, ao sinal de oportunidade para os malfeitos, chafurdam com gosto e de corpo e alma se emaranham nas teias da imoralidade, da patifaria e da criminalidade. Não é a Política a formadora desses desajustados mentais, é a sua própria natureza, muitos favorecidos pelos exemplos dos antecessores que, aproveitando-se da oportunidade da prática desonesta, fizeram uso dela e criaram escola.

A legislação brasileira não chega à perfeição, mas beira a ela. Acontece que os homens que compõem o Estado aplicador das suas normas não são, em sua maioria, qualificados para tal e grande parte deles se utilizam de suas nuances para tirar proveito próprio e ou dela usufruir na obtenção de propinas e outros tipos de benefícios nada éticos ou morais. Não são as instituições do Brasil as corruptoras, as venais e criminosas, são os que as comandam sem a decência e respeito ao cargo que ocupam. Caso a moralidade no setor público prevalecesse, teríamos um Brasil e seu povo usufruindo de uma quase perfeita qualidade de vida. Teríamos um povo com alto grau de educação, segurança, saúde e desenvolvimento, tal como muitos países pelo mundo onde a população desfruta de um viver sadio, produtivo e feliz.

O Brasil vive um momento de total miséria na educação, na saúde, na segurança, na infraestrutura e, principalmente, na Política, porque não há homens íntegros o suficiente para elevá-la a um patamar melhor. Até mesmo sua população, por desconhecer o que representa qualidade de vida, ainda defende e se dispõe lutar por um fantoche, despreparado e incapacitado moral e por que não burro, já que teve a seu favor todo um País quando assumiu o governo. Sua índole perversa não permitiu uma visão elevada, de progresso e ascensão. Suas raízes estavam voltadas aos malfeitos e agora condenado em primeira instância, vai ao julgamento de um colegiado e de lá para a prisão. Esse corrupto conta muito com a cumplicidade dos nomeados por ele para a maior Corte do País em duas situações que imagina.

A primeira, de acatamento de recurso de embargos infringentes se perder por 2x1. A segunda, o STF derrubar a Lei da Ficha Limpa. É esta lei que o levará para a cadeia e não permitirá sua candidatura. Como podem perceber, meus leitores, não é a Política que é ruim, malévola e muito menos as Instituições Públicas. São os homens que as compõem. Isto quer dizer que se o eleitor votar nos mesmos, continuaremos na mesma politicagem. Pensem bem e deixem de ser bobos, de serem enganados, iludidos. Limpem a Política dos péssimos políticos.

Rapphael Curvo é advogado e jornalista e escreve neste espaço aos sábados. E-mail: raphaelcurvo@hotmail.com

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