Sem gula | Gazeta Digital

Sexta, 26 de janeiro de 2018, 00h00

Editorial

Sem gula

Da Editoria


Mesmo sendo definida como um dos pecados capitais na religião católica, sem dizer que faz muito mal à saúde, a gula é uma prática tão comum e corriqueira que ganhou até um dia em sua "homenagem". Isso mesmo, nesta sexta-feira, 26 de janeiro, é comemorado o Dia da Gula. Na verdade a data não é lá comemorativa, nem tampouco deve servir de desculpa para sair por aí comendo tudo que encontrar pela frente, à revelia, como se o mundo fosse acabar.

Serve sim para chamar atenção para um problema que vem se tornando uma epidemia mundial, apesar da predominância da fome e da inanição ainda em muitos países subdesenvolvidos, especialmente no continente africano.

Mas esse é outro assunto, mesmo que igualmente importante, grave e preocupante.

Voltando à gula, vale ressaltar que ela está diretamente associada à obesidade e sobrepeso.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que globalmente existam pelo menos 41 milhões de crianças com idades entre 0 e 5 anos que são obesas ou estão com sobrepeso.

Pior, prevê que, se o cenário atual continuar, o número saltará para 70 milhões em 2025. Só no Brasil serão 11,3 milhões de indivíduos nessa faixa etária acima do peso.

E não se trata apenas de uma questão estética. O que está em jogo é a saúde dessa grande parcela da população e o impacto disso nos programas públicos e privados de saúde.

Ainda citando a OMS, a obesidade e o sobrepeso estão ligados a mais mortes mundialmente que a desnutrição e baixo peso, por mais paradoxal que possa parecer.

Crianças e adolescentes com sobrepeso têm maiores chances de se tornarem adultos obesos e carregarem ao longo da vida as doenças acarretadas por ele. Sim, porque obesidade é doença e deve ser tratada, ou melhor, evitada.

Quanto mais cedo a educação alimentar estiver presente no dia a dia da vida da criança, melhor para a saúde.

Hábitos alimentares saudáveis, que correspondem a uma maior valorização do consumo de frutas, verduras e legumes; consumo de porções menores, suficientes para a nutrição do organismo; horário e disciplina durante as refeições; só para citar alguns.

Dados mais recentes do Ministério da Saúde apontam que 20% da população brasileira sofre com a obesidade. Em Mato Grosso, o índice de obesidade é alto. Somos o segundo estado com maior número de obesos, ficando atrás apenas de Santa Catarina, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O mesmo Instituto aponta a existência em Cuiabá de mais da metade da população acima do peso.

Esta alta incidência de obesidade e sobrepeso em Mato Grosso, no Brasil e em grande parte dos países está diretamente associada aos hábitos alimentares cada vez mais deturpados e longe de nossas raízes culturais. A "americanização" do Brasil passa, certamente, pelos hábitos alimentares.

Consumo excessivo de alimentos gordurosos, de produtos muito processados e refinados, porções escandalosamente grandes, são alguns dos pontos em questão. Não se pode esquecer ainda que o momento da alimentação mudou completamente e hoje é compartilhado quase sempre com telas múltiplas - smarthphones, tablets, computadores, televisão e muito mais.

Comer hoje tem outras funções além de alimentar e nutrir. Passa pela compensação, pela diversão, pelo lazer, e está associado, sem dúvida, à ansiedade e outras neuras.

Mudamos completamente nossa cultura alimentar e o feijão com arroz já não nos basta.

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