Afogados na cobiça das pirâmides financeiras | Gazeta Digital

Domingo, 04 de fevereiro de 2018, 00h00

Afogados na cobiça das pirâmides financeiras

Saulo Gouveia


Uma vez um patife foi apanhado pelos habitantes de uma aldeia e amarrado a uma árvore para que meditasse sobre os sofrimentos que iam infligir-lhe. Então, os cidadãos se afastaram, depois de haverem decidido atirá-lo ao mar quando terminassem os trabalhos daquele dia.

Um homem, que não era lá muito inteligente, passou e perguntou ao malandro por que estava amarrado daquele jeito.

- Ah disse o espertalhão -, uns homens me puseram aqui porque não quero aceitar o dinheiro deles. Por que querem dá-lo a você e por que não quer aceitá-lo? Perguntou o homem, surpreso.

- Porque sou um contemplativo e eles querem me corromper disse o malandro. São homens sem Deus.

O homem sugeriu tomar o lugar do espertalhão e o aconselhou a fugir para ficar longe do alcance daquela gente sem Deus. E assim trocaram de lugar.

Depois do anoitecer, os aldeões voltaram, enfiaram um saco na cabeça do homem preso, amarram-no e o jogaram ao mar.

Na manhã seguinte, assombraram-se ao ver o patife entrando na aldeia com um rebanho de ovelhas.

Perguntaram-lhe: - Onde esteve e onde conseguiu esses animais?

- No mar há espíritos bondosos que recompensam a todos aqueles que nele mergulham e se afogam respondeu o malandro.

Em menos tempo do que se leva para contar até três, as pessoas correram para a praia e se atiraram ao mar. E assim o patife se apossou da aldeia.

Esta historieta apresenta o mal da ganância e a mazela que ela traz. A cobiça ainda moureja na cabeça de muitos, que como boiadas, saem em manada para muito ganhar sem esforços, e a cobiça se apodera da mente delas.

As pessoas querem quase todos os objetos materiais concebíveis, os desejos são quase infinitos e seus males estão por toda parte. Fazem de tudo para conseguir dinheiro, poder e prazer sem esforços.

Para viver bem é preciso ter um propósito nobre, e de certa forma, nunca nos sentiremos completos se não respondermos a este chamado. Mas, somente nós podemos ouvir a voz dentro de nós mesmos. Sucesso e felicidade não são metas distantes de serem alcançadas e mantidas, o problema é querer contar com os ovos dentro da galinha, e depois vem o "era bom demais para ser verdade".

Qualquer bom investimento ou empreendimento sempre será resultado de muito trabalho e dedicação, nunca de sorte. Já afirma o dito popular "Quem muito quer pouco abarca", nos apresentando o sinal mais claro que dinheiro é sinônimo de trabalho e trabalho é sinônimo de saúde do corpo e da mente. Sem o aprendizado que os desafios da vida trazem, sem o esforço para ir mais além, com disciplina, não se aprende nada e nada se leva desta vida. Apenas podemos morrer afogados.

Para aqueles que entraram e se arrependeram, vale lembrar que a sabedoria vem do bom julgamento, mas o bom julgamento vem da experiência, e a experiência muitas vezes vem do mau julgamento. Pense nisso, mas pense agora!

Saulo Gouveia é consultor financeiro e organizacional, e atua oferecendo novos significados para viver as virtudes em abundância. Articulista de A Gazeta, escreve neste espaço aos domingos. saulogouveia@seubolso.com.br ou www.seubolso.com.br.

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