Câncer e as fake news | Gazeta Digital

Domingo, 04 de fevereiro de 2018, 00h00

Câncer e as fake news

da editoria


A desinformação e as famigeradas fake news foram citadas pela diretora-geral do Instituto Nacional de Câncer (Inca), Ana Cristina Pinho Mendes, como dois principais e preocupantes obstáculos que prejudicam o esclarecimento e reforçam a estigmatização da doença. O Brasil deve registrar nada menos que 600 mil novos casos de câncer por ano em 2018 e 2019, segundo estimativa divulgada pelo Inca na última semana. Entre os tipos com maior incidência estão o câncer de pele não melanoma (165 mil novos casos) - o que já é previsto tendo em vista um país tropical como o Brasil -, seguido do câncer de próstata (68 mil casos), para homens e de mama (59 mil casos) para as mulheres. Colo do útero, intestinos e pulmão são outros órgãos com maior incidência da doença.

Os homens, no entanto, devem apresentar mais casos de câncer que as mulheres este ano, com cerca de 300 mil casos, enquanto elas devem ter 282 mil novos casos. O perfil da incidência no país varia de acordo com a região e está associado aos hábitos de vida e às condições socioeconômicas da população. Nas regiões Norte e Nordeste, por exemplo, o câncer de estômago tem maior incidência entre os homens e o de colo de útero nas mulheres. São dois tipos associados a infecções, apesar de possuírem maior potencial de prevenção.

Por isso a conscientização, que vai no caminho contrário à desinformação, é fundamental não apenas na prevenção, mas na detecção precoce e no aumento das chances de cura. Pessoas que estão livres da doença são aliadas na campanha atual, que tem como slogan "o câncer não pode acabar com a vontade de viver". Além disso, debates sobre as notícias falsas, mitos e as verdades sobre a doença estão na pauta do Inca como ferramentas para impedir que os doentes se afastem do tratamento e foquem na prevenção.

As fake news são, atualmente, uma preocupação globalizada e têm impactado debates públicos nas mais diversas áreas, da saúde ao jornalismo, passando pela política a ponto de ser tema de um Projeto de Lei (473/2017) que prevê pena de até três anos para quem divulgar notícias falsas com o conhecimento da inverdade das informações sobre assuntos de relevância para o interesse público como segurança pública, economia, política e a saúde.

Em todas as áreas, as consequências da proliferação de mentiras são danosas, mas na saúde há um agravante a mais quando se está lidando com vidas que são colocadas em risco por conta da desinformação. Nas palavras e na visão da diretora-geral do Inca, a proliferação das mensagens falsas e incompletas leva muita gente a seguir conselhos que, na maioria das vezes, são desprovidos de qualquer embasamento científico.

Também é preocupante saber que pelo menos um terço dos casos de câncer poderiam ser evitados por estarem associados a fatores como o tabagismo, a inatividade física, obesidade, consumo de álcool, exposição excessiva ao sol e infecções como o HPV. E mais uma vez, nestes casos, há o peso da informação, do esclarecimento, da conscientização das pessoas sobre a necessidade de manter hábitos saudáveis e preventivos. A comunicação e informação serão sempre recursos estratégicos, não apenas para a troca de informações entre as instituições, mas para o esclarecimento das comunidades e indivíduos.

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