Assuntos sérios no Carnaval | Gazeta Digital

Terça, 06 de fevereiro de 2018, 00h00

Editorial

Assuntos sérios no Carnaval

Da Editoria


Estamos na semana do Carnaval, maior festa popular brasileira, marcada por muita folia, momentos de alegria e descontração. No entanto, é preciso estar atento a alguns temas sérios que também se tornam mais frequentes durante o "Reinado de Momo". Como trabalho infantil e exploração sexual de crianças e adolescentes.

Dois assuntos da maior importância e que precisam ser combatidos a todo custo e o tempo todo, mas que nesta época a incidência deles tende a aumentar.

Há alguns anos, o Ministério do Turismo incentiva denúncias de casos de abusos de crianças e adolescentes através do Disque 100, tudo para reverter números absurdos.

A cada hora 228 crianças são exploradas sexualmente em países da América Latina e do Caribe. E, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil está vergonhosamente no topo dessa lista.

Apenas em 2016, o Disque Denúncia Nacional (Disque 100), recebeu 77.290 relatos de violação dos direitos das crianças e adolescentes. São 211 casos por dia. Em épocas de grandes eventos nacionais e durante o Carnaval, o número de casos em que crianças são abusadas sexualmente sobe ainda mais.

A maioria dos abusos só é conhecida e investigada se denunciados.

Os vídeos de campanhas anteriores continuam circulando nas redes sociais, chamando atenção para o assunto.

As denúncias de abuso ou exploração sexual de crianças e adolescentes podem ser feitas no conselho tutelar mais próximo ou através do Disque Denúncia Nacional (Disque 100), um serviço de utilidade pública, que recebe e encaminha denúncias de violências contra meninos e meninas.

Desde que o governo federal implantou o serviço, em 2003, os números de atendimentos e denúncias recebidas aumentam a cada ano. De acordo com a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, em 2003, o serviço recebeu 4.494 denúncias; em 2016, esse número chegou a 145.428, com uma média diária de 398 violações por dia.

Além de violência sexual, o Disque 100 recebe ainda denúncias de maus-tratos, negligência, pornografia, entre outros crimes. A maior parte das ocorrências recebidas pela central é contra meninas, 53%. Esse número sobe para 81% quando as denúncias são de violência sexual. Quase metade das vítimas tem entre 0 e 7 anos (43%) e são pretas ou pardas (58%).

A ligação é gratuita e o usuário não precisa se identificar. O Disque 100 funciona todos os dias, das 8h às 22h.

A outra campanha tem como objetivo combater o trabalho infantil e adolescente durante o carnaval e se concentra no Rio de Janeiro, o que não impede que cidadão de qualquer parte do país possa denunciar esse tipo de crime.

No Rio, fiscais da Superintendência do Ministério do Trabalho e Emprego no Rio de Janeiro vão fazer ações de fiscalização no Sambódromo, nas ruas e nos blocos. Como muitas crianças e adolescentes são filhos de ambulantes que aproveitam o movimento para incrementar a renda, a prefeitura vai disponibilizar espaços de convivência. Isto porque os pais não têm com quem deixar os filhos e acabam levando-os para a rua enquanto trabalham.

É claro que trabalho infantil e exploração sexual de crianças e adolescentes são crimes que precisam ser combatidos o ano todo e em todas as circunstâncias, mas durante o Carnaval as chances deles ocorreram são ainda maiores. E precisamos ajudar a combatê-los. Vamos ficar alertas.

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