Caminhos do PET | Gazeta Digital

Sábado, 17 de fevereiro de 2018, 00h00

Editorial

Caminhos do PET

Da Editoria


Resistentes, eficientes e duráveis, as garrafas PET são usadas em larga escala pelas empresas de envase de água e indústrias de refrigerantes e sucos. Seu consumo mundial está estimado em 26 milhões de toneladas anuais.

Embora sejam 100% recicláveis, ainda há muita gente que descarta as garrafas PET no meio ambiente em vez de encaminhá-las corretamente para a coleta seletiva. Isso representa um perigo não apenas para a natureza, mas para a saúde do ser humano.

Quando chega nos oceanos, a garrafa PET demora mais de 400 anos para se decompor. Durante esse processo, ela se transforma em microplásticos, que muitos animais marinhos confundem com pequenos pedaços de comida. Este material pode ser altamente tóxico para diversas espécies, sendo responsável pela morte de vários animais e pela consequente redução da biodiversidade nos oceanos.

Enquanto os peixes morrem, há um aumento da quantidade de algas no oceano. Os componentes que constituem uma garrafa PET podem causar um grande desequilíbrio na população de algas dos oceanos, fazendo com que elas aumentem em quantidade exagerada. Como resultado, há uma redução da quantidade de oxigênio na água e perda de espécies que vivem no local.

Aves e mamíferos marinhos também são afetados pela presença de garrafas PET nos oceanos - eles seus bicos ou outra parte do corpo na garrafa e consumem as partículas plásticas.

O PET faz parte de um mar de plástico que está tomando conta dos oceanos. A estimativa é que até 2050, esse resíduo ultrapasse a quantidade de peixes nas águas marinhas.

Grande parte das garrafas de água é feita de um certo tipo de plástico derivado do petróleo e chamado de politereftalato de etileno, conhecido também como PET. Segundo um estudo publicado na revista National Geographic, o maior consumidor mundial de água engarrafada, os EUA, produz cerca de 29 bilhões de garrafas de água por ano. Isso envolve aproximadamente 17 milhões de barris de petróleo na produção do PET.

O Brasil recicla 51% de todo o PET que foi descartado no Brasil, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria PET (Abipet). Os 49% restantes viraram lixo - quantidade que precisaria ser transportada em aproximadamente 40 mil caminhões.

O plástico é um material importante, moderno e flexível para o homem na sociedade atual. Contudo, para seguirmos rumo a um mundo mais sustentável, é fundamental encontrar formas de reutilizar, reciclar as garrafas PET ou tomar cuidado de descartá-las no lixo reciclável, de modo a garantir que elas sejam devidamente encaminhadas sem causar prejuízos ao meio ambiente.

E as soluções existem. Prova disso é a Noruega, que conseguiu atingir um taxa de reciclagem de PET de 97%, sendo apontada por especialistas como o melhor sistema de reciclagem de garrafas plásticas do mundo.

Em 2016, foram recicladas quase 600 milhões de garrafas num sistema que funciona da seguinte forma: as lojas instalam máquinas que recompensam clientes que devolvem garrafas plásticas. No ato da compra, o consumidor paga uma coroa norueguesa a mais e quando devolve a garrafa vazia, recupera o valor.

O esquema reduz a necessidade de se produzir mais plástico, especialmente porque uma mesma garrafa pode ser reciclada 12 vezes.

As garrafas coloridas são separadas para a produção de outros materiais plásticos e as transparentes reutilizadas.

A conta é paga pelos fabricantes de bebidas que quiserem aderir ao programa de forma voluntária. Mas quem adere, paga menos imposto. Simples e eficiente.

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