Perdidos no espaço | Gazeta Digital

Sábado, 17 de fevereiro de 2018, 00h00

Perdidos no espaço

Rapphael Curvo


Somos um povo navegando sem horizonte, sem rumo, literalmente perdidos e mais, sem uma visão clara do que nos espera à frente nesse espaço que navegamos sem saber onde vamos parar. É possível que algum sinal nos norteie nessa aventura que vivemos, mas até agora eles são muito fracos e se apagam como foi o caso do Luciano Huck, que parecia ser um novo, mas apenas isso: um novo. Esse navegar do Brasil ainda tem muita ingerência dos carcomidos políticos que, desvinculados do mundo que está em ritmo acelerado, procuram dar seus "pitacos" em um momento em que deveriam estar recolhidos aos seus aposentos, como é o caso de FHC. Ele não esclarece, confunde. O eleitor está caindo de maduro para um candidato jovem, quando muito com seus 40/45 anos, mas com preparo e conhecimento gerencial para comandar este País que terá uma grande renovação no Congresso Nacional. Terá que ser político e não politiqueiro como muitos que estão em busca de candidatura, entranhados da velha e apodrecida política de antanho.

Está na hora de surgir uma candidatura que transpire confiança e dê segurança com conhecimento de causa de bem governar, a arte de fazer política. A necessidade de um gestor a frente do governo tem a exigência de saber reorganizar administrativamente o Brasil que se perdeu na incompetência e incapacidade dos seus últimos governantes que o conduziram, por não saber ou consultar a bússola do mundo, a uma situação do antigo seriado "Perdidos no Espaço". Estamos desconectados do mundo desenvolvido e aos poucos sendo transformados por ele, em mera mão de obra. É o resultado do abandono de políticas de desenvolvimento tecnológico que teve sua fonte no despreparo educacional do Brasil. Governantes como o desqualificado ex-presidente Lula, levaram esta Nação a um desmantelamento organizacional sem precedente na nossa história. Por pouco ou nada saber, esse governante politiqueiro e ilusionista do povo brasileiro, disparou a fazer ações de implantação de escolas e universidades sem o mínimo estudo e planejamento para tal, o que levou a uma falência financeira e de qualidade no ensino que já não era muita coisa no período de sua chegada ao Poder.

Essa desorganização educacional e vocação para o abismo cultural desenvolveu raízes maléficas na cultura política do Brasil tornando-o refém de pessoas oportunistas que aos poucos foram ocupando os espaços e desenvolvendo a prostituição do voto. Este sentido de mercado de compra e venda do voto no período eleitoral criou condições favoráveis ao crescimento da corrupção que se estendeu e se desenvolveu em escala nunca vista no mundo. O eleitor tem culpa nisso porque é dele o voto que vai eleger aquele político que irá fazer parte do sistema administrativo e organizacional da Nação. Sem o voto, não há como ter membros corruptos no Congresso Nacional, nos Executivos, nas Assembleias estaduais e Câmaras municipais. Os corruptos só chegam através do voto e todos com a complacência dos eleitores que vendem seu voto ou votam sem qualquer responsabilidade na escolha do votado. Essa venda do voto leva a uma relação promíscua do candidato com o eleitor e sua total falta de compromisso em defender causas de interesse coletivo e de governança do Brasil.

Com o afastamento paulatino de pessoas que não aceitam esse tipo de comportamento na política, o Brasil se vê hoje em situação crítica quanto ao fator candidato. Não quer mais a continuação dos políticos antigos no governo, mas por outro lado se vê desprovido de candidatos capacitados abrindo com isso, enorme espaço eleitoral aos aventureiros e despreparados. Que o exemplo Lula saia da mente eleitoral poluída dos nossos eleitores e procurem dar apoio aos bons nomes que surgirão por esses próximos messes. Para isso é necessário, entretanto, que o leitor tome consciência de que tem que recusar qualquer iniciativa de partidos com candidatos da velha política e que nada de bom construíram para a sua vida, sua cidade, seu Estado e seu País. Há aqueles que são exceções e muito fizeram em sua trajetória política e esses devem ser prestigiados. Eleitor, mantenha-se vigilante aos acontecimentos. O Rio de Janeiro é apenas um sinal, entre outros, do que está para vir se não resolvermos uma mudança na administração do Brasil. É preciso uma renovação, expurgar da política aqueles que nos levaram a esse triste estágio de vida que passamos, de miséria educacional, de saúde e segurança, áreas básicas para a vida de qualquer cidadão. Ou fazemos isso, ou vamos ficar sem rumo, perdidos no espaço.

Rapphael Curvo é advogado e jornalista e escreve neste espaço aos sábados

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