"Até tu, Brutus?" | Gazeta Digital

Quinta, 22 de fevereiro de 2018, 01h30

"Até tu, Brutus?"

Claudinet Coltri Jr.


Na semana passada falávamos sobre crenças e sucesso, no que diz respeito à conspiração do Universo. Falamos, dentro disso, que um dos grandes problemas é quando temos pedidos, sonhos, conflitantes.

Na série de artigos "Por que não somos mágicos?", baseada no livro Quem somos nós?, publicada aqui no segundo semestre de 2012, falamos exatamente sobre o sistema de crenças, que é a programação mental que gera pensamentos, que afloram sentimentos, que produzem ações. A questão é que ter cuidado com o conflito de desejos, que deixa o Universo maluco em relação ao que efetivamente queremos. Uma das respostas à pergunta "por que não somos mágicos?", é exatamente assim: porque bagunçam o nosso sistema de crenças.

Pois bem, num mundo em que se fala sobre empreender, virou febre agora a reclamação de empresários, se colocando como vítimas do sistema (aliás, se colocar como vítima é outra resposta à falta de resultados extraordinários em nossas vidas).

Li um texto, outro dia, em que o empresário reclamava (até tu, Brutus?) de ter que enfrentar uma folha de pagamento, os impostos, liderar equipes, investir em equipamentos e estrutura de trabalho, calcular salários, até gastar "intermináveis horas com contadores", dentre tantas outras. A ideia que me passa é: coitado do empresário! Coitado mesmo, está perdido. O que ele acha que é o trabalho dele? Viajar para a Costa do Sauípe, para as Bahamas, Europa, sei lá, o ano todo? Empreender é exatamente fazer tudo o que ele reclama! Não quer, não faça! Eu escolhi fazer. Tenho quase 26 anos de profissão. Mesmo nos 8 anos de carteira assinada que tive, não deixei minha empresa. Todo esse tempo passei (e continuo passando) por tudo isso. Já tem uns 10 anos que digo isso nas minhas palestras, nos cursos universitários de gestão que coordenei e nos de especialização que ministro aula: administrar é trabalho, não aposentadoria. Não tem essa de: a partir de agora vou parar de trabalhar e vou "só" administrar (ouço muito isso).

Dia 31 de março deste ano minha empresa completa 23 anos de existência formal. Tive, tenho, e continuarei tendo, altos e baixos. Eu escolhi esse caminho. Ele tem regras, responsabilidades, desafios, frustrações e alegrias, assim como quem escolheu qualquer outro tipo de profissão. Portanto, empresário não é coitado, não. Coitado é aquele que, empresário, ou assalariado, não entende que faz o que faz porque escolheu esse caminho. Tudo dá trabalho. Pense nisso, se quiser, é claro.

Claudinet Coltri Junior é professor, palestrante, consultor organizacional e educacional, professor e diretor da Nova Hévila Treinamentos. Website: www.coltri.com.br - E-mail: coltri@coltri.com.br facebook.com/coltrijunior.

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