Até tirar a própria vida | Gazeta Digital

Segunda, 05 de março de 2018, 00h00

Editorial

Até tirar a própria vida

Da Editoria


Cada dia mais fiscalizadas, as principais avenidas de Cuiabá continuam as mais violentas. Para alguns motoristas não há radar, não há Lei Seca, não há mecanismo algum que faça com que deixem de enfiar o pé até o fundo do acelerador, que os impeçam de cometer atrocidades ao volante, que coloquem suas vidas, de amigos, namoradas, mulheres e até de desconhecidos em risco.

Ao amanhecer, à tarde, à noite. Não tem horário e nem mesmo dia da semana. Os irresponsáveis andam por aí o tempo todo. Não há sequer como se proteger deles. É claro que aos finais de semana parecem ser mais. Chegam a andar em duplas ou em grupos, disputando rachas, vendo quem é o mais veloz, mais irresponsável, mais potencialmente assassino. Abastecidos de álcool - cerveja, uísque, e tantas outras bebidas - isso quando não turbinados de drogas, saem pelas ruas em busca de aventuras, que muitas vezes terminam em corpos estirados, expostos, mutilados e sepultados.

Quando podem e conseguem, fogem da responsabilidade. Se são presos, conseguem liberdade. O fato é que podem muito, perdem pouco, a não ser quando perdem a vida.

As próprias blitzes da Lei Seca mostram que de fato não enfrentam a realidade. Os números são muito baixos para o que de fato a sociedade vivencia. Imaginem uma capital, a de Mato Grosso, Cuiabá, que proporcionalmente ocupa o primeiro lugar onde os homens mais bebem e o terceiro das mulheres que mais bebem, e que estão as pessoas que mais admitem beber e dirigir, com o resultado do carnaval deste ano, 19 motoristas presos por dirigirem embriagados.

Pior, estes 19 motoristas foram detidos em toda a Baixada Cuiabana, que além de Cuiabá inclui Chapada dos Guimarães, Santo Antônio de Leverger e Nossa Senhora do Livramento. Em 2017 os resultados foram piores ainda, pois foram apenas oito pessoas presas. Ou as pessoas realmente não estão mais bebendo e as pesquisas estão erradas, ou as operações estão em locais errados ou não fiscalizando direito. O fato é que os dados não batem.

Enquanto isso, as mortes continuam acontecendo nas ruas e avenidas. As estatísticas comprovam que a maioria dos acidentes dentro de Cuiabá é consequência da união do álcool e da velocidade acima do permitido. Trata-se de uma dobradinha fatal. As explicações já foram dadas inúmeras vezes. Quem não sabe que ao beber a pessoa perde os reflexos e que qualquer movimento que precisar fazer não vai responder com a mesma precisão? Que em alta velocidade o controle do veículo é muito mais difícil?

Ensinar só é necessário aos mais novos, às crianças, que são, sem dúvida alguma, a esperança que resta para um trânsito mais seguro.

Perder carteira de habilitação hoje em dia parece até uma brincadeira. Fazer reciclagem, para quê? São milhões de motoristas com carteiras vencidas, sem carteiras, proibidos de dirigirem, mas andando por aí, conduzindo carros de forma irresponsável, prontos para cometerem novas infrações, colocando em risco mais vidas, até tirarem a próxima vida e, quem sabe, a própria vida um dia. Só assim para parar.

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