A 4ª Revolução Industrial | Gazeta Digital

Segunda, 05 de março de 2018, 00h00

A 4ª Revolução Industrial

Aluísio Arruda


A 1ª ocorreu em meados do século XVII, com os teares mecânicos, na manufatura, substituindo os artesãos.

A 2ª quase no final do século XVIII com os motores a combustão, o uso da energia elétrica, a produção do aço, petróleo, química pesada, o telégrafo, o telefone etc.

A 3ª no século XX, após a 2ª guerra, o desenvolvimento da microeletrônica, surge a televisão, a informática, os computadores, a engenharia genética, a bio-molecular, etc.

Agora, principalmente os países mais desenvolvidos, EUA, Alemanha, França, China, Inglaterra, dão os primeiros passos rumo à 4ª Revolução Industrial, com ênfase à robótica, AI (inteligência artificial, máquinas comandando máquinas), a impressora 3D, nanotecnologia, Internet das coisas, computação nas nuvens, fábricas inteligentes.

Na área militar já começam a projetar tanques robôs, equipados com metralhadoras de última geração, mísseis antitanques e para abater aviões, enfim máquinas para matar humanos, a exemplo dos drones equipados com mísseis já amplamente utilizados pelos EUA no Afeganistão, Iraque, etc.

Nas revoluções anteriores as máquinas substituíam músculos dos trabalhadores, hoje estão substituindo cérebros.

É a evolução permanente da tecnologia, que não pode ser vista como inimiga dos homens; teoricamente seria para promover o bem-estar e a melhoria das condições de vida de todos.

No entanto, pesquisas apontam um percentual elevado de desemprego. Nos EUA, cerca de 38%, na Alemanha 35%, na Inglaterra 30%, (atingindo principalmente motoristas de caminhões e táxis, estagiários de advocacia, jornalistas, auditores, administração de computação, e outros). Algumas citam cerca de 800 milhões de desempregados no mundo

Mas evidente que serão gerados outros empregos nas novas áreas tecnológicas. E dependerá muito das políticas adotadas em cada país para promover o desenvolvimento, bem como para atenuar o desemprego e suas mazelas. A China na última reunião do G20 propôs um plano de ação para estabelecer propostas quanto ao impacto no emprego, na formação profissional, e auxílio à Industrialização aos países em desenvolvimento, no entanto dependerá de cada governante.

No Brasil, parece que estamos caminhando na contramão, além da nossa Indústria estar regredindo, (depois de chegar a 21,6% do PIB, hoje produzimos em torno de 10%), o atual governo parece desconhecer todo esse processo, e ao invés do incentivo, promove cortes por 20 anos na educação, na ciência e tecnologia e outras necessárias ao nosso desenvolvimento.

Aluísio Arruda é arquiteto e jornalista

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