Karl Marx | Gazeta Digital

Quinta, 08 de março de 2018, 01h30

Karl Marx

Alfredo da Mota Menezes


O livro, Karl Marx: Grandeza e Ilusão, de Gareth Stedman Jones, é a biografia mais completa e definitiva sobre Marx. O livro tem 767 páginas, 94 somente de citações de onde o autor tirou as informações.

Gostem ou não de Marx, não se pode negar que o cara é um gênio. Com uma caneta dividiu o mundo em dois polos antagônicos. Nenhum general ou líder politico fez isso, foi uma caneta mesmo, escrevia à mão. Sua mulher, Jenny, é que dava ordem nos escritos.

O que ele escreveu ao longo da vida, e como escreveu, é tratado com maestria pelo autor da biografia. Mostra os acertos nas análises e também os erros de interpretações de Marx. Não é uma louvação, é um trabalho sério de pesquisa.

Marx nasceu em 1818, faleceu em 1883 aos 65 anos. A biografia vem desde a infância. De família judia na Alemanha. O pai dele, para advogar, renunciou ao judaísmo. Ele também. Marx estudou em Bonn, depois Berlim. Ia para a advocacia, acabou na Filosofia.

Poderia ter sido professor numa universidade alemã, o que talvez o tivesse afastado do que foi depois. Mas quem mandava nas universidades eram os governantes. Como Marx já se mostrava ousado nos posicionamentos, não conseguiria. Entrou para o jornalismo de assuntos mais intelectualizados. Escreveu até artigos semanais para um jornal dos EUA, New York Daily Tribune.

A Alemanha não o queria no país. Foi para Paris, expulso, vai para a Bélgica, retornou a Paris e mais tarde finca raízes definitivas em Londres. Teve uma vida pessoal atribulada. Quase sempre sem dinheiro, cobradores na porta, moradias precárias, doente, com furúnculos, dos sete filhos, quatro morrerem ainda crianças. E o cara escrevendo.

A Europa vivia um momento de ebulição. Revolução Francesa, Guerras Napoleônicas que levavam essas ideias e depois a Revolução Industrial na Inglaterra.

O capitalismo se espalhava. Não havia leis trabalhistas, trabalhava-se 14 horas por dia, muita mão de obra sem qualificação e salários pequenos. A miséria se espalha. Marx e outros, incluindo seu amigo, Friedrich Engels, acreditavam que haveria uma revolução de baixo para cima a qualquer momento.

O Capital é sua obra máxima. O primeiro volume apareceu em 1867. Não teve, de início, impacto forte. Os dois outros volumes foram compilados e publicados por Engels em 1885 e 1894.

Critica o capitalismo, acúmulo de capital, quem está em cima não quer mudanças. Fala em lucro, mais-valia, materialismo dialético, socialismo científico, luta de classes, burguesia, eliminar a propriedade privada. Marx não virou um mito depois do socialismo da União Soviética, antes disso ele já era admirado na Europa.

Todos sabem, a partir de 1917, o que ocorreu na Rússia. Não interessa se deu certo ou não. O que interesso no livro é ver como atuam gênios do porte de Marx. Tem pessoas no mundo com algo diferente. Chama a atenção como o estudo formal não leva a isso. Leonardo da Vinci, Einstein ou Marx, não foram bons alunos. E chegaram onde chegaram.

Alfredo da Mota Menezes e-mail: pox@terra.com.br site: www.alfredomenezes.com

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