Pacientes continuam sem atendimento na Farmácia de Alto Custo do Estado | Gazeta Digital

Sábado, 13 de maio de 2017, 09h31

caos que se repete

Pacientes continuam sem atendimento na Farmácia de Alto Custo do Estado

Silvana Ribas, repórter do GD


Drama de pacientes que precisam de medicamentos da farmácia de alto custo do estado continua. As denúncias são de que há meses as pessoas peregrinam até a sede do órgão, no complexo da saúde localizado no bairro do Porto e a única resposta que ouvem dos servidores é que os processos para compra de medicamentos estão em andamento.

É o caso do professor Paulo Pinho, 34, morador do Jardim Imperial. Portador de glaucoma ele é cadastrado junto a farmácia para pegar mensalmente um frasco do colírio Xalaton. O frasco com 5 milímetros custa entre R$ 140 a R$ 160, com doses para 30 dias no máximo. Ele fez a denúncia pelo Whatsapp do Gazeta Digital, pelo telefone (65) 9.9987-2065.

Otmar de Oliveira/Arquivo

Pacientes procuram meses pelos  medicamentos 

Disse estar cadastrado há sete anos, e nos últimos três meses não tem obtido a medicação. “A desculpa é sempre a mesma, que está sendo realizado processo licitatório. Nunca em todos estes anos fiquei tanto tempo sem conseguir a medicação”, desabafa. Salienta que da última vez que foi até a farmácia constatou o abandono que está o local, sem medicamentos e sem pacientes, que já estão desistindo de procurar os remédios, cansados de perderem as viagens.

A paciente Beatriz Imperial Maiolino, 39, acompanha de perto o drama de outros pacientes, que como ela sofrem de doenças crônicas que atingem o intestino, entre elas a retocolite ulcerativa e a doença de crohn, que exigem doses regulares de anti inflamatórios muito potentes.

Sem os medicamentos, os pacientes passam a ter crises intermináveis de diarréias e cólicas, ficam desidratados, com imunidade baixa e correm risco de morte. Beatriz está há oito meses sem conseguir o medicamento pela farmácia e tem buscado outras alternativas para bancar o R$ 1 mil do custo. Mas diz que muitos pacientes que moram inclusive em outras cidades passam por situações desesperadoras, pois não tem condições de comprar o medicamento. Com isso passam mal, perdem peso e correm risco de não resistir.

Segundo Sadi Oliveira dos Santos, que preside a Associação Mato-grossense de Portadores de Doenças Inflamatórias e Intestinais (AMPDII), a situação é desesperadora. Apesar das cobranças junto ao poder público, nada tem sido feito para atenuar o sofrimento da população mais carente, que sofre pela falta dos medicamentos que podem controlar a doença e dar uma melhor qualidade de vida.

Outro lado - Em nota a Secretaria de Estado de Saúde informa que a Superintendência de Assistência Farmacêutica tem em seu estoque os medicamentos Mesalazina 1000 mg supositório, Mesalazina 500 mg supositório, Mesalazina 500 mg comprimidos.

As Outras apresentações da Mesalazina também foram adquiridos, mas como foram entregues com prazos de validades diferentes do exigido no edital, foram devolvidos. Estes seriam os medicamentos destinados para os pacientes com doenças intestinais.

Em relação ao paciente de glaucoma, informa que o Xalatan já tem registro de preço para aquisição.


 

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