Alunos denunciam alagamento e matagal em escola com riscos de contrair doenças | Gazeta Digital

Domingo, 15 de abril de 2018, 10h00

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Alunos denunciam alagamento e matagal em escola com riscos de contrair doenças

Valquiria Castil, repórter do GD


Reprodução

Estudantes da Escola Estadual Manoel Corrêa de Almeida, localizada no bairro Alameda, em Várzea Grande, denunciam alagamento dentro da unidade e alertam para os riscos aos alunos já que a água fica empossada durante todo o período chuvoso por falta de sistema de drenagem. Por conta disso os jovens temem doenças transmitidas pelo mosquito aedes aegypti e invasão de animais peçonhentos, o que já teria ocorrido.

Indignado com a situação, Deivid Camilo, 17, resolveu divulgar imagens dos fundos da escola, onde ocorre o alagamento por conta das chuvas, para tentar mudar a situação. “Entrei há pouco tempo na escola e além do que vi meus colegas relatam que a água empossada existe desde sempre”, afirma o adolescente que estuda o 3º ano.

Atrás da escola existe um terreno baldio, usado por moradores para jogar lixo e por vezes ultrapassam os muros. “Tem lixo, muito mato e muita água parada o que contribui para a proliferação dos mosquitos que transmitem doenças. No ano passado encontraram até uma cobra lá na escola”, pontua.

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Escola convive com alagamento cerca de 5 a 6 meses no ano. 

Yasmim Querino, 16, que também estuda no Manoel Corrêa de Arruda, há pelos menos 3 anos, conta que o alagamento piora nas chuvas acumulando um grande volume de água. “Chega a invadir a quadra de esporte”, diz. Segundo a garota, a madrasta teria até jogado aterro nos fundos da escola, onde também existe alagamento, por ter pegado dengue.

A estudante lembra, inclusive, que os próprios alunos junto com a direção da escola fizeram rifa para tentar arrecadar fundos e aterrar o local onde fica a água empossada. “Poucas pessoas colaboram. A gente tenta conversar e explicar a importância, mas é difícil”, lamenta.

Ao Gazeta Digital a diretora Jezebel Gonçalvez admitiu que o problema persiste há anos, antes ainda de assumir a direção da unidade, em 2016. “Esse alagamento dura cerca de 5 a 6 meses ao ano. Não tem como limpar o matagal com água empossada. Já entrei em contato com a Secretaria de Educação, que constatou o problema de falta de drenagem, mas até agora nada”, desabafa.

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Alagamento dificulta limpeza de matagal, segundo direção da escola. 

Conforme Jezebel, a escola fica abaixo do nível da rua o que faz com que toda a água desça para os fundos. “Aí eles vem e fazem o recapeamento e só piora a situação. Enquanto isso a própria população do entorno complica ainda mais jogando lixo pra cá”, reclama.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) confirmou a situaçao da unidade escolar e afirmou que entrou em contato com o Departamento de Água e Esgoto (DAE) do município, por inúmeras vezes, solicitando a drenagem no local, mas até o momento não obteve retorno.

A Seduc também relatou que orientou a unidade a solicitar verba emergencial para amenizar os problemas até que a situação seja resolvida por definitivo e que aguarda a solicitação da direção.

Veja nota na íntegra:

Sobre a Escola Estadual Manoel Corrêa de Almeida, localizada em Várzea Grande, a Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) informa que:

1 – Equipes da Secretaria Adjunta de Obras da Educação estiveram no local para uma vistoria e constataram os alagamentos na unidade;

2 – O diagnóstico apontou que o problema ocorre devido a construção estar abaixo do nível da rua;

3 – A Seduc entrou em contato com o Departamento de Água e Esgoto (DAE) do município, por inúmeras vezes, solicitando a drenagem no local, mas até o momento não obteve retorno;

4 – Por fim, a equipe de Obras orientou a direção da unidade escolar a fazer solicitação de verba emergencial, a fim de amenizar os problemas até que a situação seja resolvida definitivamente. A Seduc aguarda a solicitação da escola, que deve ser realizada por meio do Sistema SigEduca.

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