Terça, 28 de julho de 2009, 03h00

OPERAÇÃO ABATE

Família Bihl e funcionário deixam prisão em Cuiabá

Fabiana Reis  / Da Redação


Os quatro mato-grossenses presos durante a Operação Abate já estão livres. Os empresários José Almiro Bihl, Márcio Maurílio Bihl e Paulo Roberto Bihl, além do funcionário do Curtume Nossa Senhora Aparecida em Ouro Preto D"Oeste, em Rondônia, Celso Carlos da Silva foram libertados na noite de sexta-feira (24) em decorrência de habeas corpus, impetrado pelos advogados Darlã Martins Vargas e Murilo Silva Freire junto ao Tribunal Regional Federal 1ª Região, em Rondônia. Ao todo, foram 39 dias de prisão, no Anexo 1 da Penitenciária Central de Mato Grosso, antigo presídio Pascoal Ramos.

Um dos advogados da família Bihl, Darlã Martins Vargas, explica que o HC foi impetrado no sábado anterior à libertação dos clientes (18) e que o pedido foi deferido pelo desembargador Márcio César Ribeiro. Os envolvidos permanecem livres até que o mérito do processo seja julgado.

Com relação ao trâmite processual daqui para frente, o advogado explica que a defesa foi realizada e que foram apresentadas algumas argumentações que podem acarretar na anulação do processo. "Entre os exemplos de nulidades que apresentamos foi com relação à interceptação telefônica. O Suprema Tribunal Federal reconhece que elas devem ser feitas apenas três vezes, mas no caso da família Bihl ela foi feita constantemente", diz o advogado sem adiantar quais outros procedimentos os empresários farão de agora em diante.

Na semana passada, o Ministério Público Federação de Rondônia (que desencadeou a operação juntamente com a Polícia Federal daquele Estado), ingressou com uma ação de improbidade administrativa contra 10 empresários, entre eles os do Grupo Bihl. Vargas afirma, porém, que os integrantes da família não foram notificados deste procedimento do MPF.

Operação Abate - A operação foi deflagrada no dia 16 de junho e 22 pessoas foram presas, sendo quatro em Mato Grosso. Além de empresários do setor de curtume, frigoríficos e laticínios, também foram presos servidores da Superintendência Federação da Agricultura em Rondônia, os quais favoreciam os crimes cometidos por estas empresas, que comprometiam inclusive a qualidade dos alimentos produzidos.

O MPF chegou a pedir a interdição dos frigoríficos envolvidos na Operação Abate, além do afastamento dos servidores envolvidos na prática criminosa. O ministério também entregou denúncia à Justiça Federal de Rondônia contra 18 pessoas, entre elas os quatro presos libertados em Mato Grosso. Segundo o MPF, os crimes aconteceram em Rondônia com a conivência de funcionários de outros órgãos como Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Banco da Amazônia.



Aguarde! Carregando comentários ...


// leia também

Quarta, 26 de abril de 2017

18:55 - Indústria de máquinas fecha primeiro trimestre com menor resultado desde 1999

17:27 - Aeroviários e funcionários dos Correios aderem à greve de sexta-feira

17:20 - Mudanças na reforma da Previdência reduzem economia da proposta em R$ 189 bi

17:05 - Arrecadação de março é pior resultado para o mês desde 2010, diz Receita

14:41 - O que acontece se não declarar o Imposto de Renda 2017 - Confira

12:12 - Confaz aprova convênios que beneficiam Mato Grosso

10:29 - Dólar sobe e atinge R$ 3,18 com plano fiscal dos EUA e reformas de Temer no radar

08:07 - Entregar o Imposto de Renda com antecedência evita erro e chance de cair na malha fina

07:57 - Relatório do TCU indica favorecimento do BNDES à JBS

Terça, 25 de abril de 2017

17:08 - Pecuaristas iniciam no próximo dia 1º a vacinação de 30 milhões de animais


 veja mais
Cuiabá, Quinta, 27/04/2017
 

WhatsApp Twuitter
WhatsApp

Fogo Cruzado waze

titulo_jornal Quinta, 27/04/2017
32d16ba8179c555dc6f723de0bbcff0d anteriores




Indicadores Econômicos

Mais Lidas Enquete

Centrais sindicais marcam para a sexta-feira uma greve geral, com paralisação de serviços essenciais em todo o país. Na sua opinião:



Logo_classifacil









Loja Virtual