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Domingo, 20 de maio de 2012, 08h30
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Venda de medicamentos genéricos cresce 15%

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Izabel Barrizon, repórter do GD

Venda de medicamentos genéricos no Estado cresceu 15% no 1º trimestre deste ano em relação ao ano passado, segundo estimativa do Sindicato do Comércio Farmacêutico em Mato Grosso (Sincofarma/MT). A aceitação da população e a diferença nos preços são os principais motivos para o crescimento. Presidente da entidade, Ricardo Cristaldo pontua que o consumidor passou a acreditar que o remédio genérico tem o mesmo princípio ativo do medicamento de marca. "Nos últimos 3 anos, o crescimento nas vendas do genérico foi visível. Além do mais, os próprios médicos começaram a receitar o medicamento aos pacientes após as consultas".

Outro fator que contribui com o crescimento do genérico é o custo menor ao fabricante, já que os de marca precisam de marketing e divulgação, além de representantes de vendas. Um medicamento genérico é, em algumas situações, até 35% mais barato que o de marca. Um exemplo é o Amaryl, usado por diabéticos. Ele custa em algumas farmácias R$ 95. O genérico, Glimepirida, é vendido por R$ 51,60, exemplifica o presidente do Sincofarma.

Divulgação

Gerente da Drogaria São Bento, Wando Silva de Arruda, concorda com o crescimento no consumo do genérico. Para ele, o aumento do ano passado para cá foi de mais de 15%. O gerente diz que o farmacêutico pode trocar o remédio de marca pelo genérico, já que a legislação permite. A lei 9.787 foi promulgada em 1999 no Brasil, com o objetivo de implementar uma política de auxílio ao acesso a tratamentos medicamentosos.

Pesquisa divulgada pela Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos) no início do mês mostra que as vendas do genérico cresceu 23,5% nos primeiros 3 meses desde ano no país, em comparação com o mesmo período de 2011. De acordo com o estudo, foram comercializadas 152,8 milhões de unidades de genéricos, que passaram a ter 25,4% de participação de mercado. Desde 2001, quando os genéricos chegaram ao mercado, a população economizou R$ 26,7 bilhões, conforme a associação.

Genérico - São cópias de medicamentos inovadores cujas patentes já expiraram. A produção segue rigorosos critérios de controle de qualidade e só chegam ao consumidor depois de passarem por testes que comprovem que serão absorvidos na mesma concentração e velocidade dos medicamentos de referência.

Determinação - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou no último dia 15 texto da resolução que obriga as empresas detentoras de medicamentos de referência (de marca) a fornecer exemplares dos produtos aos laboratórios interessados em fabricar genéricos ou similares. A intenção é facilitar o acesso da indústria dos genéricos aos medicamentos originais que não estão a venda nas farmácias, como aqueles disponíveis apenas em hospitais.

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