Cooperativa de crédito lança máquina para recolher moedas | Gazeta Digital

Terça, 05 de dezembro de 2017, 15h15

Cooperativa de crédito lança máquina para recolher moedas

Silvana Bazani, repórter de A Gazeta


Durante as férias escolares, as moedas habitualmente em circulação no mercado escasseiam. Para os comerciantes, a falta delas dificulta o troco aos clientes. Crianças e idosos são os principais poupadores de moedas e público-alvo de uma nova ferramenta de coleta lançada em Cuiabá.

Otmar de Oliveira

O equipamento Catamoedas está instalado nos bairros CPA 2 e Tijucal, por iniciativa da cooperativa de crédito Sicredi. Associados e poupadores na instituição financeira podem efetuar os depósitos de suas moedas. Outros 10 municípios mato-grossenses dispõem do equipamento, sendo Campo Verde, Tangará da Serra, Rondonópolis, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Sorriso, Sinop, Colíder, Alta Floresta e Juína. Ao todo, foram instalados 16 equipamentos coletadores em Mato Grosso e 86 no país.

No Catamoedas podem ser depositadas moedas de 5, 10, 25 e 50 centavos e de 1 real. Os valores depositados são computados automaticamente e podem ser conferidos na tela da máquina. “O uso é simples. É só digitar na máquina o número da agência e da conta para o depósito e colocar as moedas no local indicado”, explica a assessora de Negócios Pessoa Física da Central Sicredi Centro Norte, Juliana Rodriques.

“Nossa intenção é estimular a educação financeira e o retorno de moedas em circulação, já que o Banco Central restringiu a comercialização delas”, acrescenta a gerente da agência Sicredi no Tijucal, Patrícia Capitanio. Ela comenta que o bairro foi escolhido para receber o equipamento, juntamente com o CPA 2, pelo elevado contingente de crianças e idosos.

“Eles são mais propícios a guardar dinheiro em moedas”. A gerente da agência Sicredi no bairro CPA 2, Larissa Crispim, destaca a importância de poupar e fazer o dinheiro circular por meio de investimentos. “Se guardar o dinheiro em casa, o poupador não tem rendimento”.

Com pré-projetos de investimento traçados aos 8 anos de idade, a estudante Mariane Ramos Batista admite a prática de guardar moedas em pequenos cofres. “Guardo para construir uma casa e entrar numa escola (particular)”. Já Nicole Maidana, 7, anseia comprar um smartphone com as moedas que tem guardado. “Tenho muitas”.

A gerente de uma loja de doces e embalagens, Ludmila dos Santos, afirma que no entorno do estabelecimento há escolas e cantinas. Durante as férias, as moedas desaparecem. “Sem aulas, as moedas somem. Acho que as pessoas estão guardando mais”.  

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