29.08.2017 | 15h04
A Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá efetuou a prisão de um homem suspeito de violação mediante fraude e estupros de cerca de 20 mulheres em Cuiabá. O estuprador M.C.T, 54 anos, agia há vários anos, atraindo vítimas com falsas propostas de empregos para praticar estupros. Ele foi preso na segunda-feira (28), no bairro Jardim Independência, na Capital.
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O suspeito também se passava por advogado para entrar com pedidos de pagamento do seguro DPVAT, inventários e tirar nomes negativados do SPC e Serasa, todos com o objetivo de praticar estupros e estelionatos.
A prisão de M.C.T é em decorrência da investigação do registro de ocorrência do dia 19 de julho de 2017, onde uma vítima de 22 anos, estudante de fisioterapia, noticiou ter sido abusada durante treinamento para um emprego na área de estética, público feminino e salário de R$ 1,8 mil. Ela contou que o abuso ocorreu em uma casa, no bairro Dom Aquino, local em que no dia anterior havia feito a entrevista de emprego com o suspeito, depois de encaminhada pela agência de emprego “Chance”.
A moça narra que o treinamento consistia em fazer uma massagem. No local foi recebida por M.C.T e levada para um quarto, no corredor do imóvel. O suspeito pediu para a estudante tomar banho e deu a ela uma toalha. Ao sair do banheiro, o suspeito disse que a maca estava emprestada e ela devia deitar na cama, sem as roupas. Ela se negou, falando que iria fazer o treinamento vestida com suas roupas íntimas.
A moça contou que se deitou na cama para começar o procedimento e de repente o suspeito tirou sua calcinha, massageando suas costas e aos poucos foi passando as mãos pelas suas partes íntimas. Ela pediu para ele parar, quando o suspeito falou que ela estava nervosa e isso atrapalhava o processo. Ele pediu para ela se virar de frente e começou a massagear seus braços, seios, barriga e as partes íntimas Novamente, a vítima pediu para parar e ele pôs uma toalha em seus olhos, pedindo para contar até 30, alegando que isso fazia parte do relaxamento. Ela logo tirou a toalha dos olhos e viu o suspeito já sem roupa.
A vítima ainda relatou que tentou se levantar, mas foi segurada por M.C.T. No entanto, conseguiu sair, tirar o óleo de seu corpo e se vestir. Mas antes de deixar o do local, ligou para agência pedindo informações sobre a clínica de estética, para a qual havia sido encaminhada. A agência comunicou, que por um erro, não havia cadastrado aquela vaga com todos os dados.
Desorientada e nervosa, ao sair, bateu a traseira do veículo no portão da clínica, causando danos no lado direito e quebrado a lanterna.
De acordo com a delegada Nubya Beatriz Gomes dos Reis, após os abusos a universitária criou no facebook um grupo para denunciar o caso e vítimas de várias idades apareceram narrando situações semelhantes de abuso, depois de serem aliciadas pelas falsas propostas de emprego de faxineiras, secretárias, atendentes e recentemente como massagista. Cinco já foram ouvidas na Delegacia da Mulher.
“Cumprimos buscas na casa onde ele aplicava as massagens e encontramos óleos e preservativos jogados, indicando que lá era o lugar usado”, disse. “Temos mais vítimas intimadas e acreditamos que após a divulgação surjam outras”, completou.
Na investigação, a equipe da Delegacia da Mulher pediu o cadastro do suspeito na Agência Chance e colheu declarações de uma funcionária, que informou ter sido encaminhado ao suposto contratador apenas três pessoas.
A funcionária disse que, primeiramente, o suspeito se cadastrou informando ser advogado e procurava clientes, do sexo feminino, para tirar nomes negativados. Logo depois, novamente, fez cadastro comunicando que estaria prestes a abrir uma clinica de estética e precisava de funcionárias.
O mandado de prisão foi expedido pela Sexta Vara Criminal de Cuiabá.
A Polícia Civil orienta que as vítimas registrem boletim de ocorrência denunciando o estuprador, diretamente na Delegacia da Mulher, localizada na Rua Joaquim Murtinho, nº 789, Centro Sul.
Outro caso
Em outro caso, apurado pela Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica), em 2013, uma adolescente de 15 anos, também foi atraída pelo suspeito com uma proposta de emprego de faxina na quitinete na região do CPA.
De família humilde, a menina foi encaminhada pela mãe para o emprego, mas no local foi forçada por meio de ameaças a manter relação sexual com o suspeito, sendo estuprada por cerca de 1 hora. Ela só conseguiu sair porque se aproveitou do momento que o suspeito estava ao telefone e ligou para o irmão, que acionou a Polícia. Nisso ele a deixouela sair. Quando a Polícia chegou, a casa já estava fechada e o suspeito foragido.
Por esse caso, chegou a ser preso, mas depois foi colocado em liberdade.
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Estudante de Enfermagem - 30/08/2017
A justiça tem provas de que o sujeito é ardiloso em conseguir oque quer, vê que usa da falta de emprego para atrair vítimas e possíveis vítimas e mesmo assim o solta, dando a ele liberdade de cometer novos atos. Se todo preso fizesse acompanhamento de um psiquiatra muitos crimes poderiam ser evitados.
1 comentários