Segunda, 09 de janeiro de 2017, 17h50

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Rússia diz estar cansada de acusações dos EUA


Estadao

O governo da Rússia afirmou nesta segunda-feira, 9, que está "cansado" das acusações dos Estados Unidos contra o país pelos supostos ciberataques que teriam sido cometidos por hackers russos para influenciar os resultados das eleições presidenciais americanas.

"Estamos bastante cansados dessas acusações. Isto lembra, efetivamente, uma 'caça às bruxas' em toda sua magnitude", disse à imprensa Dimitri Peskov, o porta-voz do Kremlin.

Peskov lembrou que os EUA já tiveram "caças às bruxas" em outros períodos de sua história, mas depois chegaram períodos na qual seus dirigentes eram mais sensatos e favoráveis ao diálogo, em clara alusão ao presidente eleito, Donald Trump.

O porta-voz insistiu que o relatório que veio a público no último dia 6 de janeiro, no qual as agências de inteligência dos EUA asseguram que o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou diretamente os cibertaques para influenciar as eleições americanas, não apresenta nenhuma evidência.

"Do nosso ponto de vista, continuam sendo feitas até hoje acusações absolutamente gratuitas e sem nenhum fundamento", ressaltou Peskov.

O porta-voz do Kremlin considerou que as recentes acusações são próprias de amadores, e não de profissionais dos serviços de inteligência, que denunciaram que a Rússia também recorreu à propaganda e à desinformação para interferir no processo eleitoral.

Por outro lado, Peskov se recusou a opinar sobre as reações de Trump acerca dos supostos ciberataques russos, polêmica que o presidente eleito tachou de "caça às bruxas" orquestrada por seus adversários.
Trump assegurou que não há "evidências" que os ciberataques tiveram influência no resultado da eleição, mas reconheceu pela primera vez que Rússia e China, assim como outros países e grupos, vêm tentando "constantemente" violar a segurança dos sistemas cibernéticos dos EUA.

Além disso, o chefe de gabinete do futuro governo americano, Reince Priebus, afirmou que Trump não negou em nenhum momento que organizações russas estivessem por trás dos ataques e não descartou a possibilidade de que assim que ele assumir o cargo irá tomar medidas contra Moscou.

O relatório das agências de inteligência dos EUA ressalta que Putin decidiu ordenar a intromissão nas eleições presidenciais porque sentia "clara" preferência por Donald Trump, que acabou eleito na disputa com a democrata Hillary Clinton.

"Os objetivos da Rússia eram minar a fé pública do processo democrático dos EUA, denegrir a secretária (de Estado, Hillary) Clinton, prejudicar as chances de ela ser escolhida e sua potencial presidência", afirmam o FBI, a CIA e a Agência de Segurança Nacional (NSA).

No fim do ano passado, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, decidiu impor à Rússia duras sanções diplomáticas e econômicas, entre as quais se destaca a expulsão de 35 diplomatas russos.
Putin, que tachou esses ações de "hostis", mas rejeitou responder com sanções contra os EUA, negou em várias ocasiões que o Kremlin estivesse por trás desses ataques cibernéticos.

"Por acaso os Estados Unidos são uma república das bananas? Os EUA são uma grande potência. Como poderia a Rússia influneciar a escolha do povo americano?", questionou Putin em uma ocasião.


WikiLeaks. Ainda nesta segunda-feira, o fundador do Wikileaks, Julian Assange, chamou de pobre e embaraçoso o relatório dos serviços de inteligência dos EUA.

"O relatório publicado na sexta-feira (...) não é um relatório de inteligência. Ele não tem a estrutura de um relatório de inteligência", disse Assange numa coletiva de imprensa por telefone de seu confinamento na embaixada equatoriana em Londres.

"É absolutamente constrangedor para a reputação dos serviços de inteligência dos Estados Unidos publicar algo assim e garantir que é um relatório", ressaltou. "É um comunicado de imprensa", disse ele, "foi claramente concebido para ter um impacto político".

Para as agências americanas, as informações vazadas que prejudicaram a campanha democrata, em parte embaraçosa ou comprometedora, foi filtrada por meio do WikiLeaks.

O objetivo final do relatório, que "não apresenta evidências de qualquer tipo", é "deslegitimar a vitória de Donald Trump", segundo Assange.

O australiano voltou a negar que a Rússia tenha fornecido os documentos publicados durante a campanha eleitoral dos EUA: "Nossas fontes sobre a questão das eleições americanas não partiram de um ator estatal".  

 



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