Obama se emociona e pede mais união em último discurso | Gazeta Digital

Quarta, 11 de janeiro de 2017, 09h39

O discurso final

Obama se emociona e pede mais união em último discurso


O presidente dos Estados Unidos Brack Obama fez um discurso de despedida na noite desta terça-feira (9), em Chicago, a poucos dias de deixar o cargo após oito anos de mandato. Durante quase uma hora de fala, Obama pediu aos americanos que se unam para lutar contra os desafios que ameaçam a democracia norte-americana.

Reprodução/Youtube/White House

Em um discurso emocionado transmitido para todo o país, ele alertou o povo americano que uma mudança nos rumos do país só ocorrem "quando as pessoas comuns se envolvem para exigi-la". No próximo dia 20, Obama deixará a presidência dos Estados Unidos. O presidente eleito Donald Trump assumirá no seu lugar.

Obama falou no centro de convenções McCormick Place, o maior dos Estados Unidos, perante 20 mil pessoas. Em alguns momentos, os aplausos soaram tão alto que Obama teve de interromper a fala e se esforçar para continuar.

O teor do discurso de Obama focou mais no futuro do que nos feitos alcançados nos últimos oito anos. Em alguns momentos, Obama lembrou conquistas alcançadas e disse que a população ainda precisa superar os desafios raciais, políticos e econômicos existentes. O presidente norte-americano disse que é possível vencer os desafios. "Depois de oito anos como presidente, eu ainda acredito nisso". E prosseguiu: "E não é apenas a minha crença, é o coração palpitante da nossa ideia americana - a nossa ousada experiência de autogoverno".

Sobre as questões raciais que ainda incomodam o povo norte-americano, Obama disse que houve um progresso significativo nessa tema nas últimas décadas. Mas, segundo ele, esse progresso não foi suficiente para superar todos os problemas. Obama defendeu que acreditar na superação seria "irrealista".

"Temos de defender as leis contra a discriminação, na contratação [trabalhista], na habitação, na educação e no sistema de justiça criminal. Isso é o que exige nossa Constituição e os ideais mais elevados. Mas as leis sozinhas não serão suficientes. Os corações precisam mudar ", disse Obama.

Além da questão racial, Obama citou a defesa dos direitos de outras minorias que vivem no país. "Para negros e outras minorias, [nosso desafio] significa amarrar nossas próprias lutas pela Justiça aos desafios que muitas pessoas neste país enfrentam — não apenas os refugiados, os imigrantes, os pobres rurais, os transgêneros americanos, mas também os de meia-idade. O homem branco, de fora, pode parecer que tem todas as vantagens, mas ele viu seu mundo revirado por mudanças econômicas, culturais e tecnológicas".

Obama falou também sobre as desigualdades econômicas. "A desigualdade absoluta também é corrosiva para nossos ideiais democráticos", disse ao criticar a crescente separação entre ricos e pobres nos Estados Unidos. "Enquanto a parte superior de um 1% acumulou uma maior parcela de riqueza e renda, muitas das nossas famílias, nas cidades e municípios rurais, foram deixadas para trás. O trabalhador de fábrica despedido, a garçonete e os trabalhadores de saúde que lutam para pagar as contas — convencidos de que o jogo é fixado contra eles, que seu governo serve apenas os interesses dos poderosos — isso é uma receita para mais cinismo e polarização em nossa política ", disse ele.

Ao citar suas filhas e a primeira-dama, Michelle Obama, o presidente se emocionou e agradeceu o apoio da família durantes os oito anos de mandato. Ele encerrou o discurso repetindo a frase que o consagrou em sua primeira campanha eleitoral: sim, nós podemos (Yes, we can).

 



Aguarde! Carregando comentários ...


// matérias relacionadas

Sexta, 23 de junho de 2017

11:58 - Suspensão de importação de carne pelos EUA não afeta aves e suínos, diz ABPA

Quinta, 22 de junho de 2017

15:33 - Trump diz que não tem gravações de suas conversas com ex-diretor do FBI

Quarta, 21 de junho de 2017

14:04 - Aeroporto dos EUA é evacuado após agente ser esfaqueado

Terça, 20 de junho de 2017

13:51 - Vazam na web dados pessoais de 60% da população dos EUA

Quarta, 14 de junho de 2017

14:51 - Funcionário abre fogo contra empresa e mata pelo menos 2

Terça, 13 de junho de 2017

11:30 - Nos EUA, epidemia das drogas levou a 900 mil detenções

09:38 - O resgate de uma mulher encontrada 'presa como um cachorro' em contêiner

Segunda, 12 de junho de 2017

15:11 - Tribunal de apelações dos EUA mantém veto a decreto anti-imigração de Trump

09:37 - Trump será processado por receber verbas do exterior em suas empresas

Sexta, 09 de junho de 2017

16:02 - Trump pode processar ex-diretor do FBI por 'mentir' em audiência


// leia também

Sábado, 24 de junho de 2017

09:59 - Política de Trump produz menos deportações e mais prisões de imigrantes

09:48 - Deslizamentos deixam pelo menos 120 desaparecidos na China

Sexta, 23 de junho de 2017

16:22 - Líderes da UE apoiam avanços em negociações comerciais com México e Mercosul

15:50 - Político republicano baleado em tiroteio de Virginia, nos EUA, deixa a UTI

14:47 - Rússia dispara mísseis contra Estado Islâmico na Síria

12:04 - Coreia do Norte nega que tenha torturado americano detido no país

09:00 - Ex-dona de casa onde Hitler nasceu luta contra desapropriação

08:57 - Polícia diz que incêndio em prédio residencial de Londres começou em um freezer

Quinta, 22 de junho de 2017

16:09 - França aprova polêmico projeto de lei antiterrorista

16:01 - Cerca de 5% da população mundial consumiu drogas em 2015, diz ONU


 veja mais
Cuiabá, Sábado, 24/06/2017
 

GD Empregos

WhatsApp Twuitter
WhatsApp

Fogo Cruzado
titulo_jornal Sábado, 24/06/2017
0ea2206de2d809058fcdc883f395d97f anteriores




Indicadores Econômicos

Indicadores Agropecuário

Mais Lidas Enquete

Segundo a ONU a população mundial chegará a 8,6 bilhões até 2030, um aumento de 1 bilhão de pessoas em 13 anos.




waze

Logo_classifacil









Loja Virtual