Servidores das agências reguladoras entram em greve 2ª
Os servidores das agências reguladoras intensificam os preparativos para a greve geral a partir da próxima segunda-feira, 16 de julho. A expectativa é que a greve tenha crescimento gradativo a cada dia, mas já poderá desde cedo causar impactos nos diversos setores econômicos regulados pelas Agências e DNPM.
Após última reunião entre as entidades sindicais da categoria e equipe da Secretaria de Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (SRT/MPOG), ocorrida em 9 de julho, a Diretoria Executiva do Sinagências, Fenasps, Condsef, CNTSS e CUT tem articulado a paralisação por tempo indeterminado junto às bases sindicais dos estados e no Distrito Federal. Hoje as entidades protocolaram a notificação da paralisação ao governo. Ao longo das últimas semanas foram realizadas assembleias por todo o país, nas quais a greve foi aprovada pela categoria.
Hoje o conjunto das entidades notificou oficialmente a SRT sobre a greve geral. “O governo continua evasivo, sem dá solução, sem apresentar proposta nem contraproposta concreta para as reivindicações dos servidores. Estávamos tentando evitar a greve, mas diante do contexto atual, não há outra saída para lutar por nossos direitos”, afirma João Maria Medeiros de Oliveira, presidente do Sinagências.
Entre as principais reivindicações da categoria estão a criação de uma carreira única para a Regulação Federal, subsídio como forma de remuneração, correção das tabelas remuneratórias em comparação com outras carreiras exclusivas de Estado e compensação da perda salarial decorrente da inflação. João Maria explica que, desde 2008, quando ficou definido que um grupo de trabalho seria formado para discutir o subsídio e a reestruturação da carreira, o governo está protelando essa discussão. (Ascom )
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